Mostrando postagens com marcador servidores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador servidores. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 30 de novembro de 2010

‘Audiência pública’ promete resistência contra demolição do Iase

http://sindsprevrj.org.br/jornal/uploads/secao/20101130055150.jpg

30/11/2010
Audiência pública realizada na Alerj, no dia 30foto: Niko
Por Hélcio Duarte Filho
Da Redação do Sindsprev-RJ
IASERJ NA ALERJ - Haverá resistência. É o que se deduz dos discursos que marcaram a audiência pública sobre a desativação e demolição previstas para acontecer no Hospital Central do Iaserj, o instituto que atende aos servidores do estado. “Estamos em desespero, para onde nós vamos? Eu não vou para lugar nenhum, eu vou ficar”, disse Mariléa Ormond, presidente da associação dos funcionários do Iaserj, numa longa e emocionada declaração de amor ao hospital, dada durante a audiência ocorrida na Assembleia Legislativa do Rio, na tarde da quinta-feira (30). 

      A reunião decorre do comunicado da Secretaria de Saúde de que a unidade, que fica na Cruz Vermelha, terá que ser desativada até o dia 8 de dezembro. O principal hospital do Instituto de Assistência aos Servidores do Estado do Rio será desocupado para posterior demolição e entrega da área de quase 14 mil metros quadrados ao Inca (Instituto Nacional do Câncer), que pretende ampliar suas dependências. Ao todo, o governo pretende derrubar 19 edificações, que compõem o complexo hospitalar da unidade central do instituto. O convênio que pode implodir o hospital foi firmado pelo governador Sérgio Cabral Filho com o governo do presidente Lula.   
      ‘Políticas privadas’
      Duras críticas à política do governador Sérgio Cabral para saúde foram disparadas na audiência sem que se perdesse de vista o fato de que se está enfrentando um governador que acabou de ser reeleito. “Agora estamos vendo que, superado o período eleitoral, essas políticas públicas para saúde [avançam]... não sei se públicas ou privadas, parecem mais privadas do que públicas”, disse o deputado Paulo Ramos (PDT), que presidiu a audiência, convocada por ele mesmo a pedido das entidades sindicais do setor. 

      Nem por isso, porém, os participantes chancelaram legitimidade ou legalidade ao que está sendo feito não só ao Iaserj, mas também ao Instituto São Sebastião, que hoje funciona dentro do próprio Hospital Central do Iaserj, ao Hospital Pedro II, fechado para obras, e com o conjunto da rede hospitalar do estado. “Ele não foi eleito para isso, ele foi eleito para gerir e cuidar do patrimônio público”, protestou alguém em meio ao debate. “Vamos demolir um hospital? O governo é dono do patrimônio público?”, indagou Paulo Ramos, ressaltando que o Iaserj está amparado numa lei e até no texto constitucional do Estado. “Para demolir tem que mudar a Constituição”, sustentou. 

      O secretário de Saúde, Sergio Côrtes, não compareceu à audiência e foi criticado por isso. Representaram o governo o superintendente de serviços, Alexandre José Nascimento, e o assessor técnico da secretaria de Saúde Jorge Ronaldo Moll, que, no entanto, alegou não estar ali representando o secretário. Ele negou atuar indevidamente para o fechamento do Iaserj. A negativa provocou questionamento do vereador do Rio Paulo Pinheiro (PPS): “O senhor diz nesse momento que não é sua função tratar do Iaserj... então por que o senhor entra e sai dando ordens?”. Moll não só disse que isso não estava acontecendo, apesar da contestação de muitos servidores presentes à Assembleia Legislativa (Alerj), como chegou a declarar que tentava com “três ou quatro visitas” ao Iaserj “resguardar a preservação de tudo que a gente teve tanto trabalho para construir”. O assessor técnico, que foi presidente interino do Iaserj, não conseguiu convencer, porém, como quer preservar algo que está sendo preparado para implosão.   
      ‘Ceia da Miséria’ no dia 8
      A proposta de resistir e não permitir a demolição do hospital recebeu o apoio tanto dos parlamentares presentes, quanto dos representantes do Ministério Público estadual e da Defensoria Pública da União. “Não posso sugerir a vocês a desobediência do ato, mas vejo com muito apreço a ideia deste caso de resistência”, disse o defensor André Ordacgy. “Não pode haver nenhuma violência praticada pela polícia, não pode haver violação das leis fundamentais”, afirmou o promotor Leonardo Chaves, sobre eventuais repressões contra o movimento de resistência à demolição. Ambos prometeram trabalhar para impedir a desativação da unidade. 

      Duas manifestações já estão marcadas. A ‘Ceia da Miséria’, no dia 8 de dezembro, a partir das 10 horas, e um ato público no dia 14, ambos no pátio do hospital, que fica ocupa o número 107 da avenida Henrique Valadares, na região central do Rio.  

      A audiência pública terminou, após cerca de três horas de debates, num clima mais otimista com relação à luta contra a demolição do que quando começou. “Mas não dá para abrir a guarda, dia 8 estaremos lá. O Iaserj é nosso, tirem as mãos do nosso patrimônio”, disse a professora Florinda Lombardi, ex-presidente do sindicato dos profissionais da educação (Sepe). Foi aplaudida.
      Em breve, mais da cobertura da audiência sobre o Iaserj na Alerj

Fonte: Sindsprev

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Servidores do Carlos Chagas denunciam irregularidades




Segundo denúncia de servidores do Hospital Estadual Carlos Chagas feita nessa quarta-feira 30/06, o governo do estado pretende destinar 35 leitos daquela unidade para atender pacientes das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). Os leitos em questão são da extinta enfermaria de Ortopedia do Hospital, desativada pelo governo no ano passado, como parte do desmonte da saúde pública implementado por Sergio Cabral Filho (PMDB). De acordo com a denúncia enviada ao Sindsprev/RJ, a intenção do governo é destinar os 35 leitos para as UPAs já a partir da próxima segunda-feira, 5 de julho. Ainda segundo a denúncia, bombeiros estarão no Carlos Chagas para receberem os pacientes das UPAs e ‘administrar’ os leitos cedidos.

“É mais um absurdo que o governo quer fazer na saúde. A medida é contraditória porque o próprio governo diz por aí que as UPAs são uma maravilha. Mas se são assim, por que então querem tirar leitos do Carlos Chagas para entregar às UPAs?”,

questiona a servidora da saúde estadual Rosimeri Paiva, que denuncia a falta de respeito do governo pelos servidores e a população usuária. “Enquanto reduzem os leitos do nosso Hospital para entregar às UPAs que só funcionam na propaganda, dezenas de pacientes ficam nos corredores da emergência esperando vagas. Não podemos aceitar. Temos que barrar mais essa tentativa de acabar com o Hospital”.

No dia 7 de julho, às 10h, os servidores do Carlos Chagas farão sua assembleia específica, seguida de manifestação na entrada principal da unidade, ao meio-dia. O caso dos leitos será um dos principais pontos da assembleia, junto com a campanha unificada do funcionalismo estadual por rejuste, condições de trabalho e planos de carreira.

Servidores da saúde estadual ficaram indignados pelo fato de o governo Cabral Filho, mais uma vez, ter excluído a categoria de qualquer proposta de reajuste salarial. Em vez de reajuste linear, o governo editou Decreto criando uma gratificação de 30% do vencimento básico (hoje inferior ao saláro mínimo) condicionada a um curso de qualificação.

Fonte: Muspe

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Agenda

ATENÇÃO!

6ª feira, dia 07/05, às 15h -

Reunião da AFINCA para oficializar a entrada desta Associação no MUSPE para dar apoio ao IASERJ, na Rua Washington Luís, n°9, 10° andar


09/05, às 9h - Reunião com o Deputado Paulo Ramos, no Sindicato dos Médicos, na Av Churchill, 97, 11° andar, Castelo

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Governo limita vale transporte e prejudica milhares de servidores do Iaserj

O governo do Estado decidiu limitar o vale transporte  dos servidores do Iaserj em R$  5.00, a medida provocou a indignação e revolta entre os trabalhadores do instituto ,  massacrados pelo baixos salários, eles  argumentam que muitos funcionários chegam a gastar mais de 20 reais por dia em passagem.
Uma situação agravada com a  transferência de servidores das unidades ambulatoriais para o Hospital Central, é o que acontece com funcionários que se deslocam de Niterói, São Gonçalo, Zona Oeste e Baixada para a sede do Instituito na Praça da Cruz Vermelha, no Centro do Rio.
Sem um anúncio oficial que esclareça as medidas adotadas predominam as informações obtidas no pátio, os boatos se multiplicam pela falta de compromisso e responsabildade dos atuais gestores em dialogar com aqueles que em qualquer organização são elementos  fundamentais: os servidores.