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terça-feira, 30 de novembro de 2010

‘Audiência pública’ promete resistência contra demolição do Iase

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30/11/2010
Audiência pública realizada na Alerj, no dia 30foto: Niko
Por Hélcio Duarte Filho
Da Redação do Sindsprev-RJ
IASERJ NA ALERJ - Haverá resistência. É o que se deduz dos discursos que marcaram a audiência pública sobre a desativação e demolição previstas para acontecer no Hospital Central do Iaserj, o instituto que atende aos servidores do estado. “Estamos em desespero, para onde nós vamos? Eu não vou para lugar nenhum, eu vou ficar”, disse Mariléa Ormond, presidente da associação dos funcionários do Iaserj, numa longa e emocionada declaração de amor ao hospital, dada durante a audiência ocorrida na Assembleia Legislativa do Rio, na tarde da quinta-feira (30). 

      A reunião decorre do comunicado da Secretaria de Saúde de que a unidade, que fica na Cruz Vermelha, terá que ser desativada até o dia 8 de dezembro. O principal hospital do Instituto de Assistência aos Servidores do Estado do Rio será desocupado para posterior demolição e entrega da área de quase 14 mil metros quadrados ao Inca (Instituto Nacional do Câncer), que pretende ampliar suas dependências. Ao todo, o governo pretende derrubar 19 edificações, que compõem o complexo hospitalar da unidade central do instituto. O convênio que pode implodir o hospital foi firmado pelo governador Sérgio Cabral Filho com o governo do presidente Lula.   
      ‘Políticas privadas’
      Duras críticas à política do governador Sérgio Cabral para saúde foram disparadas na audiência sem que se perdesse de vista o fato de que se está enfrentando um governador que acabou de ser reeleito. “Agora estamos vendo que, superado o período eleitoral, essas políticas públicas para saúde [avançam]... não sei se públicas ou privadas, parecem mais privadas do que públicas”, disse o deputado Paulo Ramos (PDT), que presidiu a audiência, convocada por ele mesmo a pedido das entidades sindicais do setor. 

      Nem por isso, porém, os participantes chancelaram legitimidade ou legalidade ao que está sendo feito não só ao Iaserj, mas também ao Instituto São Sebastião, que hoje funciona dentro do próprio Hospital Central do Iaserj, ao Hospital Pedro II, fechado para obras, e com o conjunto da rede hospitalar do estado. “Ele não foi eleito para isso, ele foi eleito para gerir e cuidar do patrimônio público”, protestou alguém em meio ao debate. “Vamos demolir um hospital? O governo é dono do patrimônio público?”, indagou Paulo Ramos, ressaltando que o Iaserj está amparado numa lei e até no texto constitucional do Estado. “Para demolir tem que mudar a Constituição”, sustentou. 

      O secretário de Saúde, Sergio Côrtes, não compareceu à audiência e foi criticado por isso. Representaram o governo o superintendente de serviços, Alexandre José Nascimento, e o assessor técnico da secretaria de Saúde Jorge Ronaldo Moll, que, no entanto, alegou não estar ali representando o secretário. Ele negou atuar indevidamente para o fechamento do Iaserj. A negativa provocou questionamento do vereador do Rio Paulo Pinheiro (PPS): “O senhor diz nesse momento que não é sua função tratar do Iaserj... então por que o senhor entra e sai dando ordens?”. Moll não só disse que isso não estava acontecendo, apesar da contestação de muitos servidores presentes à Assembleia Legislativa (Alerj), como chegou a declarar que tentava com “três ou quatro visitas” ao Iaserj “resguardar a preservação de tudo que a gente teve tanto trabalho para construir”. O assessor técnico, que foi presidente interino do Iaserj, não conseguiu convencer, porém, como quer preservar algo que está sendo preparado para implosão.   
      ‘Ceia da Miséria’ no dia 8
      A proposta de resistir e não permitir a demolição do hospital recebeu o apoio tanto dos parlamentares presentes, quanto dos representantes do Ministério Público estadual e da Defensoria Pública da União. “Não posso sugerir a vocês a desobediência do ato, mas vejo com muito apreço a ideia deste caso de resistência”, disse o defensor André Ordacgy. “Não pode haver nenhuma violência praticada pela polícia, não pode haver violação das leis fundamentais”, afirmou o promotor Leonardo Chaves, sobre eventuais repressões contra o movimento de resistência à demolição. Ambos prometeram trabalhar para impedir a desativação da unidade. 

      Duas manifestações já estão marcadas. A ‘Ceia da Miséria’, no dia 8 de dezembro, a partir das 10 horas, e um ato público no dia 14, ambos no pátio do hospital, que fica ocupa o número 107 da avenida Henrique Valadares, na região central do Rio.  

      A audiência pública terminou, após cerca de três horas de debates, num clima mais otimista com relação à luta contra a demolição do que quando começou. “Mas não dá para abrir a guarda, dia 8 estaremos lá. O Iaserj é nosso, tirem as mãos do nosso patrimônio”, disse a professora Florinda Lombardi, ex-presidente do sindicato dos profissionais da educação (Sepe). Foi aplaudida.
      Em breve, mais da cobertura da audiência sobre o Iaserj na Alerj

Fonte: Sindsprev

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Demolição do Iaserj é notícia na Internet



Saúde Pública e Demolição

Por meio de uma ação popular, um servidor público do Rio de Janeiro pede no Supremo a suspensão da demolição do Hospital Central do Iaserj (Instituto de Assistência do Estado do Rio de Janeiro).

A ação foi proposta contra o ex-secretário de Estado da Casa Civil Regis Fichtner, contra o Instituto Nacional do Câncer e seu diretor-geral, Luiz Antonio Santini Rodrigues da Silva, contra o Estado do Rio de Janeiro, e contra o atual secretário de Estado da Casa Civil, Arthur Vieira Bastos.

De acordo com o servidor público autor da ação, em março de 2008, foi lavrado termo de cessão de uso dos imóveis onde está o Hospital Central do Iaserj em favor do Instituto Nacional do Câncer. No ano seguinte, foi anunciada a demolição do hospital para que, em seu lugar, seja construído um centro de desenvolvimento tecnológico. Uma grave lesão ao patrimônio público, segundo o servidor público.

Ele alega que, apesar de ser inegável a importância da criação de um centro de pesquisa tecnológica, que é o que pretende o Instituto Nacional do Câncer, não é necessário que para isso seja desativado e destruído um hospital inteiro, existindo no estado inúmeros imóveis que podem ser utilizados para isso, sem que se tenha que agredir e lesar o patrimônio público, a agredir o direito à saúde dos servidores públicos do estado”.

Fonte: Rádio Digital News

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Inca promove exposição sobre obras e servidores estaduais manifestam indignação

Avanir Carvalho Pontes

No último dia 30 de abril, de 09 às 13 horas, no Rio's Hotel Presidente houve uma Reunião Pública convocada pelo Inst. Nac. do Câncer (INCA), que contou com a participação do13° AINSP e organizado por Gauche Eventos para dar publicidade ao Projeto de Ampliação do INCA.

O auditório estava cheio de servidores, em sua maioria funcionários do IASERJ que lá estiveram na expectativa de saber o que seria feito do nosso hospital já que o projeto que os representantes do INCA, Dr.Luiz Maltoni, Diretor de Assistência e o Sr. André Tadeu, Coordenador de Direção, ambos do INCA,não tinha uma linha sobre o destino do IASERJ. A profª Maria João, Presidente do Conselho de Segurança do Centro que também compôs a mesa.

O Dr. Luiz Maltoni fez uma bela explanação do Projeto que revitalizará toda a área da Cruz Vermelha e adjacências. Como na palestra e exposição das imagens em momento algum foi tocado o assunto IASERJ, quando abriram para inscrições para intervenções, 18 (dezoito) pessoas se inscreveram. A primeira pessoa foi o Chefe de Gabinete do deputado Paulo Ramos, Sr Renan que foi representando o deputado que estava em outro compromisso. Ele demonstrou toda a preocupação com o que seria feito com o IASERJ uma vez que em 2007 num esforço financeiro, a ALERJ havia doado R$ 10 milhões para o seu soerguimento e não conseguia entender como, após a revitalização da Emergência, que foi transformada em SPA( Serviço de Pronto Atendimento) devido ao fechamento do Centro Cirúrgico, a reativação de 80 (oitenta) leitos no Pavilhão Clínico, da restauração feita na entrada principal, dos serviços de Tomografia Computadorizada, Raios x, Laboratório de Análises Clínicas, Fisioterapia, etc. funcionando estava se planejando a demolição de todas as instalaçoes do IASERJ Central.

Olga Amélia, Presidente da Federação de Mulheres e membro do Conselho de Segurança com sua maneira irreverente cumprimenta a todos e diz esperar que esta reunião seja muito esclarecedora e consiga aplacar a ansiedade que paira no coração dos servidores estaduais sobre o futuro do IASERJ.

Mariléa Ormond, Presidente da AFIASERJ, como sempre fêz o retrospecto de toda a vida do nosso Hospital, com aquela ênfase que consegue arrancar de dentro de seu peito angustiado, fazendo com que a emoção dominasse a todos os presentes a tal ponto que o palestrante se eximiu de qualquer culpa no futuro destino do IASERJ dizendo que o Governo é que deveria ser questionado sobre isso. Uma a uma as pessoas indagavam o porquê de somente agora estarem tomando conhecimento deste Projeto que sempre soubemos sigiloso. Nenhum servidor estadual foi consultado sobre o que estão pretendendo fazer com o IASERJ, logo ele que é o verdadeiro dono de toda aquela edificação, pois sempre contribuiu compulsoriamente com os 2% (dois por cento) e não tem culpa se estão desviando o que contribui para manter o seu hospital seja desviado para compor os 11% (onze por cento) do RIOPREVIDÊNCIA.

Uma funcionária do INCA também se pronunciou demonstrando não estar de acordo com a pretensão de demolirem o IASERJ porque sabia da intenção de privatização da parte que querem ampliar engolindo o espaço do IASERJ. Citou o fato da falta de assistência aos pacientes que vêm de Municípios longínquos para se tratarem sem nenhuma infraestrutura para ficarem o dia inteiro na cidade, sem dinheiro e alimentação. Outra funcionária, que se identificou como enfermeira que trabalha no IASERJ e no INCA criticou o Projeto que em vez de interiorizar o INCA para atender as populações em seus locais de moradia, quer centralizar todas as Unidades no centro da cidade, sem que tenha pensado num projeto para atender às pessoas que procuram aquele atendimento.

O Presidente da Associação de Moradores da Cruz Vermelha indagou se naquele projeto haviam pensado na questão dos esgotos que naquela área todas as vezes em que chove ficam a céu aberto e que tem grande preocupação com o lixo hospitalar do INCA que é cheio de materiais radioativos e que suspeita que não tenham a devida destinação.

Marcelo Cozzolino, presidente do Sindicato dos Fazendários interviu fazendo uma enfática defesa do IASERJ dizendo que não pode crer que um hospital do porte daquele que já foi referência nacional e serviu de modelo para tantos outros venha sendo constantemente sucateado com o objetivo de ser posto abaixo para dar lugar a um projeto que não contempla a todos os servidores e nem à população atendida pelo IASERJ.

Em dado momento, Elizabeth Acâmpora, Fonoaudióloga do Ambulatório do IASERJ de Madureira, chamou a atenção do Dr. Luiz Maltoni que várias vezes se referia a área do IASERJ como "um terreno" ao que ele pediu desculpas e prometeu se corrigir, dali pra frente.

Suli Ayres, Diretor de Ação Social da AFIASERJ falou sobre sua decepção ao tomar conhecimento deste Projeto uma vez que há anos vem lutando pelo soerguimento do IASERJ junto com um grupo de pessoas, no qual estou incluída, que desenvolveu um Projeto que transforma o IASERJ em Centro de Referência em Saúde Ocupacional do Servidor visando que o governo se sensibilize com a necessidade que tem o servidor da saúde preventiva.

Jairo, servidor do IASERJ também se pronunciou fazendo a defesa do nosso hospital e nesse sentido enalteceu a luta da guerreira Mariléa. Solange Belchior, ex- presidente do Conselho Municipal de Saúde trouxe à baila a questão da falta de conhecimento do Projeto de Ampliação do INCA pelo Conselho porque esse Projeto contraria leis que defendem a interiorização dos serviços de saúde e não a centralização e fechou sua fala alertando para que a direção do INCA e o Governo de repente poderiam ser surpreendidos pelo embargo desse projeto pela justiça.

Diversas outras pessoas fizeram intervençõe sempre na mesma linha de denunciar a falta de comunicação do Governo quanto a esse projeto e preocupados com o que vai ser do IASERJ. Dr. Sérgio, médico do IASERJ se manifestou demonstrando sua indignação com esta situação.

Eu, na minha vez, me identifiquei como usuária que sou e demonstrei a minha preocupação com as consultas que já tenho marcadas em diversas clínicas até setembro se já querem demolir o IASERJ agora, onde serei atendida?

Indaguei o que será feito das outras duas unidades do INCA como o Hospital das Pioneiras Sociais e O Instituto de Oncologia, nesta centralização. Por fim citei o caso da paciente que procurou atendimento queixando-se de sentir dores nos seios e que no seu auto-exame percebe caroços em ambos os seios que não são detectados pela ultrassonografia e nem pela mamografia. Tendo procurado atendimento no INCA exigiram dela um encaminhamnto médico que não tem, embora tenha dito que na sua família a maioria das mulheres tiveram ou têm câncer de mama, mesmo assim não foi atendida. Após a minha fala um indivíduo, dizendo-se da Comunicação Social do INCA pediu-me os telefones e o endereço que ela havia deixado comigo. Ela precisou ir-se embora porque ia dar almoço à mãe idosa e doente que ficara sozinha em casa e me autorizou a citar o caso dela.

Renan, o chefe de gabinete de Paulo Ramos informou que o gabinete do deputado Paulo Ramos vai marcar uma audiência pública para que os representantes do INCA exponham novamente esse projeto lá na ALERJ quando serão convocados reprsentantes do governo para se explicarem. O Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Estado (MUSPE) vem se reunindo toda 2ª feira, às 15 h, como forma de ocupação do IASERJ e a reunião é aberta a todos servidores, usuários e entidades.

Avanir Carvalho Pontes é professora e Diretora de Imprensa e Divulgação da Regional Centro do SINDSPREV/RJ

terça-feira, 4 de maio de 2010

CONTRA A COVARDIA!

CABRAL QUER DEMOLIR O IASERJ!
O Governador Sergio Cabral, que montou a farsa da defesa do dinheiro do petróleo para o Rio, abandona e fecha hospitais. Há cerca de 2 anos fechou o São Sebastião, no Caju, que tratava de doenças infectocontagiosas. Agora quer demolir o IASERJ (Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro), deixando sem assistência 460 mil servidores e seus dependentes, totalizando mais de 1 milhão de pessoas, além de mais de 12 mil usuários do SUS, incluindo os moradores das comunidades locais e de todo o Estado que também sofrerão os efeitos dessa covardia. O governo estadual em parceria com o federal gastará mais de 300 milhões para demolir o IASERJ e seus ambulatórios periféricos. Por que não investir esse dinheiro na sua recuperação e ampliação do atendimento à população? Afinal, essa foi sua promessa de campanha!

No momento em que a população sofre com a falta de atendimento à saúde, Cabral gasta dinheiro público para destruir um hospital.

Os servidores que mantêm o IASERJ com o desconto de 2% dos salários não sabem onde essa verba é aplicada, inclusive os 10 milhões de reais doados pela ALERJ em 2007, para recuperar o Hospital Central. Ainda assim, o hospital oferece um atendimento de qualidade aos usuários que dependem unicamente do serviço público. Cabral prometeu valorizar os serviços públicos, porém sua prática tem sido a de desmontar a saúde, fechando hospitais e serviços, mantendo os servidores com baixos salários e em más condições de trabalho. Assim, favorece empresas privadas que vão gerenciar os serviços e usufruir o nosso dinheiro.



Não se cale! Defenda a saúde pública, pois é nosso direito e DEVER do Estado, consagrado na Constituição!







NÃO À DEMOLIÇÃO DO IASERJ!



NÃO À PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE!



EXIGIMOS SAÚDE PÚBLICA DE QUALIDADE!

sábado, 17 de abril de 2010

ATENÇÃO!
 
Em virtude da situação de emergência em que o Governo Estadual colocou o IASERJ com a determinação de demoli-lo, começando pelo prédio onde se econtram os ambulatórios embora se achem em plena atividade, atendendo os servidores e à população, num total de 2.000 (dois mil) atendimentos/mês, para ceder o espaço para o INCA ampliar suas instalações, na última plenária do MUSPE ( Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais), realizada no IASERJ, em 12/04 último, ficou decidido que enquanto permanecer a ameaça de demolição, o MUSPE se reunirá, semanalmente, às 2ªs feiras, às 15 horas, no IASERJ com o objetivo de ocupar o Instituto .
Solicitamos a todos os servidores estaduais e a todas as Entidades Representativas dos mesmos que compareçam às reuniões porque nelas estaremos traçando as estratégias de luta para  impedir a demolição do IASERJ.
Nova Plenária nesta 2ª feira, dia 19/04/10 às 15 horas.
Você, servidor público e você usuário  não podem ficar fora desta luta porque o IASERJ é nosso!
 
Profª Avanir Carvalho Pontes
Secretaria de Imprensa e Divulgação da
Regional Centro do SINDSPREV/RJ

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Entidades protestam contra a demolição do Iaserj

Avanir Carvalho Pontes

O MUSPE (Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Estado) se fez presente pelas seguintes Entidades representativas dos servidores: AFIASERJ, AFINCA, APEFAETEC, SEPE, SINDSPREV, SINDJUSTIÇA, SINMED, SINTUPERJ, SINDIPERJ, SINFAZERJ, CONLUTAS, FAMRIO, ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DA CRUZ VERMELHA, ASSEMBLÉIA POPULAR, CONSELHO ESTADUAL DE DEFESA DA PESSOA IDOSA, além de muitos ususários e servidores do IASERJ e ainda não foi desta vez que colocaram os tapumes.

Chovia muito mas mesmo assim as pessoas não arredaram pé e fizeram suas intervenções, demonstrando a indignação pelo fato do governo querer se apropriar do IASERJ, quando doa a área onde está instalado, como se pertencesse ao Estado, ignorando que por anos a fio há o desconto de 2% no contracheque de cada servidor estadual. que não tem culpa se desde quando foi criado o RIOPREVIDÊNCIA em1999, utilizaram esse percentual com os 9% que eram do IPERJ, para compor os 11% que destinaram para aquele Fundo Previdenciário, que nada tem a ver com a saúde do servidor. Naquela ocasião ficou acordado, na Assembléia Legislativa, que o IASERJ seria mantido com verbas orçamentárias. A partir de então, os repasses para o IASERJ foram cada vez mais minguando com o objetivo de inviabilizar suas ações e justificar o que o governo está pretendendo fazer agora.

Foi distribuída uma carta explicando a necessidade da defesa da saúde pública pela população uma vez que esse governo vem sucateando os hospitais públicos e os desativando como foi o caso do Hospital São sebastião, no Caju, que já foi referência no tratamento de doenças infecto-contagiosas e como o semi-desativado Hospital Anchieta que já foi referência em ortopedia. Desativou diversos serviços nos ambulatórios do IASERJ como Niterói, Penha, Madureira e estende seus tentáculos aos do Maracanã e Gávea, além de já ter abocanhado grande parte do Hospital Eduardo Rabelo, em Vasconcelos, que é o único hospital onde o servidor estadual tem tratamento geriátrico, transformando em UPA 24 horas. Com essa política rasteira de criar UPAS em vez de reestruturar os hospitais estaduais, valorizar o servidor da área da saúde implementando o Plano de Cargos que este Governador aprovou em 2002, quando era presidente da ALERJ, reestruturar o IASERJ conforme prometeu durante a campanha eleitoral, está dando motivos para que o servidor público rejeite a sua tão almejada reeleição.

A falácia dos royalties que se não vierem para o Estado do Rio de Janeiro o governo não terá como manter a saúde e a educação não se sustenta quando sabemos que os royalties tem destinação fixada em lei. Só podem ser usados para o pagamento da folha de aposentadorias e pensões dos servidores estaduais e meio ambiente, portanto sejam royalties do pré ou do pós sal, governador algum jamais os destinará para a saúde ou educação mesmo que quisesse fazê-lo e sabemos muito bem que não são prioridades nem pra Sergio Cabral.

A desculpa de que depois do SUS não pode existir órgão de saúde setorizada não se sustenta porque se assim fosse teriam que demolir os hospitais da PMERJ, do CBMERJ, da Aeronáutica, da Marinha, do Exército e além do mais, desde 2002 que o IASERJ atende à população sem que para isso receba um tostão de verba do SUS, porque até hoje não se dignaram a assinar o convênio e mesmo assim são atendidos mensalmente mais de 12 mil usuários do SUS, além dos 460 mil servidores e seus dependentes.

A Associação dos Funcionários do INCA- AFINCA está apoiando a luta da AFIASERJ porque também não concorda com a destruição do IASERJ e nem com a privatização do INCA. Por trás de toda essa pantomima está a quantia de R$ 350 milhões já repassados pelo governo federal à presidência do INCA para a demolição das instalações do IASERJ.

O acordo entre o Ministro da Saúde José Gomes Temporão e o Governador do Estado Sérgio Cabral implica na demolição das instalações do IASERJ para dar lugar à ampliação do INCA, sem que tenha havido uma consulta sequer aos verdadeiros donos daquele hospital:os servidores públicos estaduais.

O deputado estadual Paulo Ramos deu entrada no Ministério Público na denúncia contra o descumprimento do Art.88 da Constituição Estadual por parte do Governador. Este artigo é que garante a existência do IASERJ como o provedor da assistência aos servidores públicos.



NÃO À DEMOLIÇÃO DO IASERJ!



ÑÃO À PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE!



EXIGIMOS SAÚDE PÚBLICA DE QUALIDADE!



COMPAREÇAM AO NOVO ATO DE RESISTÊNCIA CONTRA A DEMOLIÇÃO DO IASERJ, 2ª FEIRA, 12/04/10 ÀS 15h, NO PÁTIO DO IASERJ, QUANDO ACONTECERÁ A REUNIÃO DO MUSPE PARA TRAÇAR AS ESTRATÉGIAS DE CONTINUAÇÃO DA LUTA
 
 

segunda-feira, 5 de abril de 2010

terça-feira, 30 de março de 2010

Parlamentares e servidores criticam fechamento do Iaserj

Servidores protestam na Alerj

 O modo como o Iaserj foi sendo sucateado sugeria uma comèdia de erros, mas na verdade se configurou uma trama minuciosamente planejada pelo governo para dar fim a uma história de 78 anos de serviços prestados à saúde dos servidores do Estado do Rio.

 De forma desumana e cruel, mais de 650 mil servidores e seus dependentes (em um total aproximado de 2 milhões de beneficiários) estão sendo expoliados de seu patrimônio, durante mais de 7 décadas, estes servidores descontaram compulsóriamente 2% de seus vencimentos. Agora silenciosamente o governo Cabral solapa o plano de saúde dos servidores sem prestar um esclarecimento sequer. Dissolve uma instituição nacionalmente reconhecida e deixa a conta da destruição do Iaserj para a sociedade fluminense pagar.


          Mariléa Ormond repudia a demolição do Iaserj

A audiência pública convocada pela ALERJ serviu para evidenciar a crônica de um crime anunciado, bastante constrangida a presidente do instituto admitiu a demolição mas negou o fim do Iaserj. Uma negativa que não convenceu os servidores. No lugar do complexo de atendimento situado na Praça da Cruz Vermelha, o improviso de adaptar o Hospital Central nas dependências do INTO, na Rua do Resende.



Direção do Iaserj confirma demolição

Se por um lado o  governo pratica uma "generosidade" com o chapéu alheio ao entregar o patrimônio dos servidores para a expansão do INCA, por outro entra para a história como aquele que desmontou um dos mais importantes centros de saúde do país.

Não é apenas o Hospital Central que está sendo desmantelado é toda a Rede Iaserj, ambulatórios como Gávea, Maracanã, Madureira, Penha e Niterói estão sendo disponibilizados para outros setores ou simplesmente destruídos, a sanha privatista não tem fim e evidencia um plano arquitetado para desarticular o que antes era uma eficiente rede de atendimento à saúde preventiva.



Servidora chora diante da crise do Iaserj

DIA 05 DE ABRIL,NÃO DEIXE POR MENOS, ABRACE O IASERJ CENTRAL E MANIFESTE A SUA INDIGNAÇÃO.

IMPEDIR A DESTRUIÇÃO DO IASERJ É UM DIREITO E UM DEVER DOS SERVIDORES ESTADUAIS.

Ato em defesa do Iaserj
Local: Praça da Cruz Vermelha
Hora: 10hs


quinta-feira, 25 de março de 2010

Abandono 1


Os primeiros relatos sobre a realidade das unidades ambulatoriais começaram  a chegar na redação do Viva Iaserj: do Ambulatório da Penha, a leitora Eliane Rodrigues diz que servidores e usuários estão muito tristes com a situação do Iaserj.

Abandono 2

No Hospital Central, os servidores observam a movimentação de diretores e gerentes com a proximidade da demolição.

Os funcionários estão indignados com a forma deselegante como vem sendo tratados, todas as informações referentes à demolição do Hospital Central foram prestados pelos meios de comunicação de massa. O Iaserj não dispõe de uma asssessoria de comunicação, segundo comentários dos corredores, os dirigentes da instituição foram surpreendidos com o anúncio de demolição e mudança.

Sobre o futuro da instituição nenhuma palavra, a angústia dos funcionários aumenta na medida em que  prossegue o silêncio das autoridades e se aproxima a data do início das obras, marcada, segundo as últimas informações  , para o próximo  dia 05 de abril.

ALERJ PROMOVE AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE O IASERJ

AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE A DEMOLIÇÃO DO IASERJ

Será realizada nesta 3ª feira, 30/03/10, às 14 horas, na sala 316, da Assembléia Legislativa- ALERJ, por iniciativa do Deputado Estadual PAULO RAMOS, atendendo ao pedido de Drª Mariléa Ormond, Presidente da AFIASERJ, uma audiência pública sobre a demolição das instalações do IASERJ para que o INCA amplie as suas, num total desrespeito ao Termo de Cessão de Uso concedido pelo governador e à Constituição Estadual.

Avanir C.Pontes

Diretora da Secretaria de
Imprensa e Divulgação da Regional Centro
do SINDSPREV/RJ

terça-feira, 16 de março de 2010

Contra a mentira e a corvadia - Em defesa do Iaserj

Segundo fontes do governo do Estado, as obras de demolição do Iaserj tem data para começar: a partir do dia 05 de abril o prédio do Hospital Central, na Praça da Cruz Vermelha, será cercado por tapumes.Neste sentido, a AFIASERJ convoca todos os servidores públicos para uma manifestação no pátio do Hospital Central em protesto contra a decisão que retira do funcionalismo um patrimônio construído por décadas de trabalho e contribuição em folha.

Ato em protesto contra a demolição do Hospital Central do Iaserj.

Data : 17/03/2010
Local: Pátio do Hospital
Hora: 13h

Servidor: Participe desta luta em defesa de seu Instituto.

Divulguem este ato.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Mistério de uma demolição anunciada

IASERJ:

SE VAI DEMOLIR ....


                                        


POR QUE PINTAR?




Anunciado com pompa e circunstância, a notícia sobre  a demolição do Iaserj a partir do mês de maio,  não impediu a pintura das instalações do Hospital Central.

A decisão de demolir contrasta com as obras de pintura e reforma do prédio. Recentemente a portaria do Hospital (foto abaixo), desativada há anos, foi reaberta, no meio de tantos boatos, os servidores chegaram a alimentar a esperança de novos tempos para a instituição. Ilusão desfeita com as últimas notícias publicadas pela imprensa.



quarta-feira, 3 de março de 2010

Jornal confirma demolição do Iaserj

Agora é oficial: o terreno do Hospital Central do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio (Iaserj) foi cedido ao Instituto Nacional do Câncer (INCA) pelo governo do Rio. Em reportagem publicada pelo jornal O Globo, nesta quarta-feira (03/10), foi confirmada a demolição do Iaserj e o início da construção do novo complexo do Inca para o próximo mês de maio:


Iaserj, na Praça da Cruz Vermelha, será demolido para dar lugar a novo Inca
 
 
RIO - Um plano para expansão da sede do Instituto Nacional do Câncer (Inca), na Praça da Cruz Vermelha, levará à demolição, a partir de maio, de um quarteirão inteiro da região, ocupado hoje pelo Instituto Estadual de Assistência ao Servidor Público (Iaserj). O projeto, em fase de detalhamento e com recursos já garantidos pela União, propõe concentrar na Cruz Vermelha todas as unidades de saúde e pesquisa do Inca espalhadas hoje por 18 prédios nos bairros de Vila Isabel, Santo Cristo e Centro.


Leia mais aqui.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

COMUNICADO
 
Atendendo a solicitação da AFIASERJ, na pessoa de sua Presidente Mariléa Ormond,  o Instituto de Assistência dos Servidores do  Estado do Rio de Janeiro - IASERJ, por indicação parlamentar do DEPUTADO LUIZ PAULO CORRÊA receberá um aparelho "ECOCARDIÓGRAFO".

A solenidade de entrega do Termo de Declaração aconteceu dia 09/12/09 no Quartel de Bombeiros e o foi entregue pelo Governador Sérgio Cabral a Presidente da AFIASERJ
A responsabilidade pelo recebimento do aparelho ficou a cargo da Direção do IASERJ, que deverá ser agendado com a SESDEC( Secretaria de Saúde e Defesa Civil)

EM TEMPO: Decisões judiciais estão sendo tomadas viando impedir a doação e a demolição do IASERJ a favor do INCA.

Fonte: Avanir CarvalhoPontes