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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Profissionais da Educação suspendem greve


Chega ao fim a greve dos profissionais da educação, em assembleia realizada hoje, prevaleceu a decisão de suspender a paralisação mas a luta por melhores salários e uma educação de qualidade prossegue mobilizando com força  a categoria.

Para os servidores do Iaserj, solidários com a luta liderada pelo Sepe, a greve da educação promoveu a defesa da instituição como ponto de pauta do movimento. A luta pela reconstrução do Instituto é tarefa prioritária para o funcionalismo público estadual, sem assistência médica desde que Garotinho, com apoio de Cabral, extinguiu os 2% de desconto em folha.

Na prática, o Iaserj passou a atender os usuários do SUS, sem receber nenhum recurso  a mais por essa ampliação, para agravar a situação, o quadro de funcionários é insuficiente, pois há mais de 20 anos não é realizado concurso para o instituto.

A resistência contra a destruição do Iaserj, encontrou na greve dos profissionais da educação, um valioso espaço de repercussão da realidade vivida no hospital e nos dois ambulatórios restantes, a consciência transformada em atitude pode ser observada na foto (acima ) em que a ex-dirigente do Sepe, Florinda Lombardi exibe uma  faixa em prol da salvação do Instituto.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Roleta Russa IV

Suly  Aires

Somos Incompetentes

Um médico psiquiatra escreveu um artigo em um jornal de grande circulação na cidade do Rio de Janeiro,que me chamou à atenção. O tema do artigo “Somos Todos Incompetentes”, (nesse artigo ele cita queuma pessoa pode ser competente em uma atividade humana, e em outra, verdadeiro desastre!). Essa frase caicomo uma luva nos recentes acontecimentos que tem ocorrido em nosso Estado.

O Governador Sérgio Cabral Filho, foi inábil e imaturo na negociação (se é que existiu!) com os
Bombeiros Militares. O ato de mandar o pessoal do Bope (Batalhão de Operações Especiais) para
invadir o Comando Geral do Corpo de Bombeiros, a fim de retirar os militares que ali protestavam por
dignidade e melhores salários, com condições de Saúde e Segurança no Trabalho; poderia tornar-
se uma tragédia de grande proporção, a quantidade de militares Bombeiros era maior do que os militaresda PM naquele local, se os bombeiros tivessem reagido aos policias militares, seria uma carnificina.

Graças a Deus os militares Bombeiros são pacíficos e estavam com seus familiares e amigos num local queacreditavam estarem seguros (Eles não seriam irresponsáveis para levarem seus entes queridos para seremmassacrados) tudo que desejavam é serem tratados com respeito.Imagine se houvesse reação dos mesmos, poderia transforma- se em uma grave crise institucional para nossafrágil democracia.
O Governador Sérgio Cabral Filho, como todos os Governadores da Federação são agentes políticos,
o cidadão investido de mandato eletivo para exercer por um determinado período, o comando superior
(hierárquico) da administração pública. Porém falta nele a visão de um Estadista e o coração de um
servidor publico, que dão tudo de si para que máquina do Estado funcione.

Seu destempero ao lidar com conflito já é conhecido pelos servidores da Saúde. (quem não se lembra daagressão verbal aos profissionais médicos, quando os chamou de vagabundos!) Nós servidores da Saúde, já conhecemos esse cidadão, sabemos que ele não cumpre palavras empenhadas; Se não vejamos!...
A. Comprometeu-se a implantar o plano de cargo e salário dos servidores da saúde aprovado desde 2003.

B. Comprometeu-se a recuperar o IASERJ e num ato covarde e inconstitucional doou o
hospital Central do IASERJ para o INCA para ser demolido e os dois ambulatórios (Madureira e
Penha) doando para o município.

C. Desativou o hospital São Sebastião, transformando no “Hospital Favela”. Com grande prejuízo
para a população do Rio de Janeiro que perdeu esse nosocômio que era referência em doenças
infectocontagiosas.
D. Desativou o Hospital Pedro II, deixando as comunidades da Zona Oeste sem o atendimento desse
Hospital. É lamentável que ainda tenhamos que suportar por parte desse senhor tanta inabilidade na relação humana e incompetência na administração das coisas publicas.
Que Deus nos proteja e livre- nos desse cálice de fel.


Suly Aires
Diretor de Ação Social, Esporte e Cultura da AFIASERJ.
Representante da FASP/RJ no CIST-SES.RJ
Técnico de Segurança no Trabalho
Registrado no Ministério do Trabalho

terça-feira, 12 de julho de 2011

Greve dos profissionais de educação do RJ!




Luta dos profissionais da Educação completa um mês sem que o governo do Estado se comprometa em atender as principais reivindicações da categoria, nesta terça-feira, servidores ocuparam a sede da Secretaria Estadual de Educação com a intenção de obter respostas do governo. Eles decidiram manter o acampamento  até que o governo os receba em audiência.

Os servidores do Iaserj se solidarizam com os profissionais da Educação assim como se solidarizaram com o  movimento dos bombeiros,  a luta por melhores salários e melhores condições de trabalho une o funcionalismo público do Estado do Rio de Janeiro.

Professores do Estado acampam na Rua da Ajuda



Fonte: Rodrigo de Souza




Servidores públicos  estaduais promoveram,  nesta terça-feira, ato público contra a demolição  do Hospital Central do Iaserj.  Desde 2007, quando o prédio foi cedido ao Instituto Nacional do Câncer (Inca), que o governo do Estado não investe na instituição.

Mantido apenas com verba para o custeio, o Iaserj surpreende:  em 2011, obteve os melhores resultados dos últimos 5 anos. São mais de 40 serviços médicos em funcionamento, entre eles, o Promusa, Programa Mulher Saudável, atendendo mensalmente 3.000 pacientes,o Cetafe, centro de  tratamento de feridas, a fisioterapia, com mais de 2000 atendimentos mês, além de serviços laboratoriais e exames..

A resistência contra o desmantelamento do instituto, une servidores e beneficiários, o ato de protesto contou com a participação dos profissionais da educação e demais servidores estaduais,   estiveram presentes, representantes de Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Niterói e Zona Oeste do Rio de Janeiro. O diretor de assistência, Nelson Ferrão, afirmou que a luta do Iaserj  não é apenas para  garantir a estrutura  física, "nós não lutamos por paredes mas por manter um atendimento de qualidade à população", afirmou.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ato Público no Iaserj






Nesta terça-feira, 12 de julho, às 10h, profissionais da educação em greve realizam ato público no pátio do Hospital Central. A participação de todos é de vital importância para reforçar a inclusão do Iaserj na agenda de prioridades dos movimentos sociais do Estado. 

Colabore na mobilização, divulgue e participe.

sábado, 2 de julho de 2011

Profissionais e pacientes da Medicina Física promovem festa junina


Cachorro Quente, bolo, paçoca, Pé-de-moleque, pães, pastas e até uma deliciosa Sopa de Ervilha Vegetariana foram alguns dos pratos que fizeram a delícia da festa Junina promovida pelos profissionais e pacientes da Cinesioterapia, do serviço de Medicina Física do Hospital Central do Iaserj. 

O encontro,  promovido na última quinta-feira, dia 30, acontece há mais de 10 anos, no entanto, a   confraternização entre os servidores e usuários da instituição tem sido marcada nos últimos anos por ameaças de transferências e fechamento da unidade hospitalar.

A Fisioterapia do Hospital Central aumentou, nos últimos meses,  o número de atendimentos . Segundo o responsável pelo setor, Suli Ayres, a melhoria no atendimento, só é possível graças ao compromisso  dos funcionários com o serviço.

As confraternizações são comuns na Fisioterapia: no Natal  ou nas festas juninas, há sempre motivos para participar, é quando se observa o trabalho desenvolvido pelas fisioterapeutas Anilsa Nolasco, Rosana Soares e Heloisa Garcia,  elas garantem o ambiente colaborativo que se reflete na solidariedade e na  alegria estampanda na face dos pacientes.

Para Anilza Nolasco, apesar da falta de condições,  o serviço não acabou porque os servidores se reúnem e tem compromisso com a clientela: " É um esforço cooperativo, pois as pessoas precisam de estrutura de apoio, falta material, mas os pacientes contribuem trazendo bolinhas, esteiras, cabos de vassouras, tudo para não parar o tratamento" afirmou. 

As confraternizações no Hospital Central provam  que apesar das adversidades, servidores e usuários são capazes de se unir para obterem soluções para o futuro do Iaserj. Enquanto isso, aguardam ansiosamente, que o governo do Rio  se sensibilize e invista na instituição, que desde 1932 se constitui no único plano de saúde dos servidores públicos estaduais. 




Quitutes na festa junina da Fisioterapia

Profissionais e pacientes se confraternizam

A mesa junina repleta de doces e salgados


sexta-feira, 27 de maio de 2011

Dados comprovam melhorias no atendimento do Iaserj

 Dados estatísiticos  divulgados pela direção do Iaserj, indicam que em fevereiro deste ano, dobrou o número de atendimentos ambulatoriais, o mesmo ocorreu com as internações no CTI, no SPA E NA clínica médica, também dobraram os exames laboratoriais e de exames por imagem. Segundo a direção da instituição, não houve perda de qualidade, conforme atestam os indicadores hospitalares.

As informações divulgadas pela própria direção do Iaserj comprovam que a luta pela preservação do Instituto, proposta pela dire diretoria  de assistência,  foi abraçada pela  servidores, todos os espaços e equipamentos disponíveis estão sendo utilizados, provando a necessidade da manter  o Iaserj funcionando no  sistema de saúde do Rio de Janeiro.

O Iaserj tem futuro, como diz, o diretor de assistência, Nelson Ferrão, a instituição continua viva, crescendo e melhorando. Esperamos que todos, funcionários,usuáros  e governo, compartilhem desta idéia.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Deputado denuncia descaso com a saúde pública

DEPUTADO PAULO RAMOS - A cada dia o governo demonstra estar disposto a aniquilar a Saúde Pública em homenagem à iniciativa privada.


DISCURSO DO DEPUTADO PAULO RAMOS
Em primeiro lugar quero dizer que não pode pairar qualquer dúvida, nem na alma do mais distraído cidadão, que a Saúde no Estado do Rio de Janeiro é uma verdadeira calamidade e supera em muito todas as demais calamidades ocorridas neste ano em nosso Estado, inclusive a da Região Serrana, porque a calamidade pública ocorrida naquela região tem mobilizado esforços na busca de solução para os vitimados. Mas a calamidade da Saúde em nosso estado é continuada e não percebemos nenhuma iniciativa do governo na busca de solução. Ao contrário, a cada dia o governo demonstra estar disposto a aniquilar a Saúde Pública em homenagem à iniciativa privada.

Para citar somente alguns dados: o Rio de Janeiro é campeão brasileiro de tuberculose, é campeão mundial de hanseníase, a lepra. A epidemia de dengue está aí, vitimando pessoas; o número vai crescendo a cada dia.
Tenho visto alguma manifestação de inconformismo, mas é preciso lembrar de que o Governo do Estado fechou o Instituto de Infectologia São Sebastião, no Caju, que ia completar 119 anos. Dissolveu; desmobilizou as equipes de cientistas, profissionais muito conhecidos no mundo inteiro, pesquisadores.

Quando do último ano de funcionamento do Instituto de Infectologia São Sebastião, houve, durante outra epidemia de dengue, a procura de mais de 2mil infectados, que lá compareceram para tratamento. Não houve nenhum óbito! Hoje é preciso dizer que as consequências para a população, a começar pela falta de prevenção em relação à dengue, e as consequências para resultados tão acentuadamente negativos se devem também ao Instituto de Infectologia São Sebastião. Os profissionais de Saúde ainda estão por aí, dispersos.

O Governador do Estado está desativando a rede Iaserj, entregando às prefeituras municipais os postos do instituto, rede de saúde destinada a atender o servidor público e seus familiares. A rede Iaserj retirava do sistema geral milhares de pacientes. O Iaserj central vai ser implodido para dar lugar a uma instalação do Instituto Nacional do Câncer. E mesmo funcionando hoje com os precários meios disponíveis, o Iaserj central tem apresentado resultados no atendimento que chegam a ser surpreendentes, mas isso é devido à dedicação dos profissionais de saúde, do instituto, servidores públicos que lá trabalham.

O Hospital Pedro II foi alvo de um atentado – já que o assunto da vez é Osama Bin Laden –, pois o transformador que explodiu foi devido a ato criminoso – isso fazia parte do projeto – e o hospital foi desativado. Depois da explosão, da desativação, o hospital está com suas portas fechadas, dizem que passando por uma grande obra. Os profissionais de saúde, desesperados, foram transferidos. O Hospital Rocha Faria não tem condições de atender à demanda, uma vez que já estava superlotado enquanto o Hospital Pedro II ainda funcionava. O sofrimento da população é muito grande, não apenas pela falta de atendimento; tem aumentado o número de óbitos; as pessoas estão morrendo em Santa Cruz e adjacências em função do fechamento do Hospital Pedro II.
Em relação do Hospital Pedro II ainda não temos o resultado do inquérito. Afinal de contas, o Governo investigou a si mesmo para chegar à conclusão nenhuma, porque o objetivo, obviamente consiste em abafar o resultado. A investigação não poderia chegar a lugar nenhum, porque o crime foi perpetrado em função da decisão política do governo do Estado de fechar o Hospital Pedro II para depois transferir sua gestão ao Município do Rio de Janeiro, para entregar a uma OS.
Por último, após sucatear e esvaziar o funcionamento do Hospital Pedro II, fechou definitivamente o Hospital da Polícia Civil, um hospital que em outras épocas atendeu e bem a muitos policiais civis e seus familiares.
Poderia sim, para demonstrar o descaso para com a área da Saúde o governo insiste – depois de várias decisões judiciais – em não cumprir o Plano de Cargos, Carreiras e Salários, aprovado nesta Casa no ano de 2002. Ao não cumprir a lei, o governador comete crime de responsabilidade. Já tive a oportunidade de denunciar nesta Casa que crime de responsabilidade praticado pelo governador quem julga é o Poder Legislativo.

Já encaminhei, mas a denúncia não anda porque o governador conta com maioria esmagadora nesta Casa. Mas não posso admitir nem aceitar todos esses escândalos. E eu estou tratando das questões que chamo assim, mais óbvias. Mas tem a corrupção entranhada na área da Saúde: superfaturamentos, compra de medicamentos desnecessários, enfim, a população está denunciando. Há de se imaginar uma família que está sendo supliciada porque, em estando doente no hospital um de seus familiares, ele foi levado de volta para a sua residência. Disseram: “É para ele morrer com dignidade”.

Deputada Janira Rocha
"Se por acaso nós conseguirmos fazer com que esta Casa apure o ocorrido no Hospital Pedro II, eu me coloco desde já como testemunha, porque eu já era Deputada Estadual e estava dentro do Hospital Pedro II no dia do suposto incêndio. Então, gostaria de dizer que se por acaso esta Casa quiser investigar o fato, além de outras testemunhas, aqui dentro mesmo há uma Deputada que estava no hospital no dia do incêndio".

Concluindo: O projeto de resolução para criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar todas as denúncias na área de Saúde do nosso Estado precisa pelo menos ser votado. Se o governador do Estado tem maioria para fazer com que uma denúncia pela prática de crime de responsabilidade apresentada por um Deputado não tramite, o processo não tem andamento, que pelo menos o projeto de resolução seja votado para que a maioria governamental assuma, diante da população, a responsabilidade pelo descaso, pela não investigação e, portanto, pela impunidade. E esse crime continuado que representa a saúde em nosso Estado, aliás,  em relação ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários, já há reiteradas decisões judiciais determinando ao governo a implementação do Plano. E o governo vira as costas para a população, para os profissionais da Saúde e vira as costas para as decisões do Poder Judiciário.
Não cumprir a lei é crime de responsabilidade e não cumprir decisão judicial também o é. Portanto Sr. Presidente, que todos saibam que a calamidade na área da Saúde é continuada e a responsabilidade é do governo.

Fonte: Mandato PAULO RAMOS.

YouTube -

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Ouvidoria da AGU esclarece servidora

A resposta da Ouvidoria da AGU  frente à demanda levantada pela servidora Cristina Maia, revela com riqueza de detalhes, o processo de doação do terreno do Hospital Central do Iaserj, versões que coincidem com as explicações dadas em recente audiência pública na Alerj por representantes do governo estadual.

Sem entrar no mérito do processo de doação,( na verdade uma troca entre entes federativos que desconheceu o interesse dos servidores públicos do estado, verdadeiros donos do Iaserj),  é preciso discutir de forma efetiva o futuro da instituição, sem perder o foco, olhando para a realidade, vemos uma organização que tem nos  seus recursos humanos sua maior qualidade. 

Os profissionais do Iaserj preservam o legado e a memória de uma cultura institucional capaz de resistir à décadas de desmonte e sucateamento. São eles que mantém os valores e a missão do Instituto, seu objetivo em garantir a assistência médica aos milhares de servidores do Estado do Rio de Janeiro.

Neste contexto, é preciso pensar em formas de financiamento que recuperem o instituto e  permitam a sua expansão e interiorização. A perda da contribuição dos  2% no salário dos servidores foi mais um duro golpe para os abalados cofres da instituição que já havia sofrido com o caixa único adotado pelo governo estadual em 82, além disso a Prefeitura do Rio instituiu uma nova política de saúde para os servidores municipais, retirando uma importante base de contribuição para o Iaserj.

Nos últimos anos , uma contradição amplia-se o atendimento para usuários do Sistema Único de Saúde, reduzindo ao mesmo tempo o número de unidades de atendimento: a extinção dos ambulatórios da Penha, Madureira e Gávea agravaram a situação do instituto. A nomeação do médico Nelson Ferrão para a diretoria de assistência oferece um novo alento para funcionários e benfeciários, no entanto,  a falta de informações e o desconhecimento sobre o projeto estratégico para o Iaserj (se é que existe um), continua sendo um obstáculo para os que buscam participar de forma engajada na defesa do Instituto.

Leiam abaixo a resposta da Ouvidoria da AGU  à servidora do Iaserj:



Prezado(a) Senhor(a) Cristina M.M.Maia,




A Ouvidoria-Geral da Advocacia-Geral da União (AGU) agradece o envio de sua mensagem e informa 
que ela foi encaminhada à Consultoria Jurídica da União no Rio de Janeiro.

A resposta do órgão anteriormente mencionado encontra-se abaixo reproduzida:

" Eslarecemos que: 1 - houve um acordo entre o Ministério da Saúde e o Município do Rio de Janeiro 
para a permuta de bens, sendo que o INCA receberia o espaço onde se situa o IASERJ (que já estava 
subutilizado)  e que ocupa o quarteirão onde se situa o prédio do INCA I, para que fosse implodido e 
construídos quatro prédios que irão compor o novo campus do INCA, enquanto que o Município do Rio 
de Janeiro receberia, em troca, o prédio onde está situado o INTO que irá migrar para as novas 
instalações, em fase final de conclusão de obras, onde se situava o Jornal do Brasil, na Av. Brasil, além 
de o Ministério da Saúde ter cedido uma ala do Hospital dos Servidores do Estado para a instalação do 
Hospital Municipal São Sebastião (hospital de doenças infectocontagiosas).

2- Fato é que o INTO ainda não concluiu suas obras, que permita a desocupação do prédio onde hoje 
está, o que impede a imediata permuta dos bens.

3- Para resguardar a realização da permuta, foi realizada uma cessão do IASERJ para a União, apenas 
para garantir que o INCA inicie as suas obras, haja vista que há um enorme ganho congregando todas 
as unidades do INCA num único espaço, o que irá facilitar o controle de gastos com vigilância, 
manutenção predial, transporte, entre outros, além de minimizar o sofrimento de pacientes que 
dependem de tratamentos diversos em várias unidades distantes do INCA. Hoje existem cinco unidades 
espalhadas em vários bairros do Rio de Janeiro, o que dificulta o tratamento a paciente de vários tipos 
oncológicos).

4- Foram tomados todos os cuidados para garantir que a licitação tenha a maior lisura possível e foram 
reabertas as conversações com o Município para garantir que as benfeitorias que serão realizadas na 
área do antigo IASERJ fiquem na posse da União quando concretizada a permuta (dependendo da saída 
do INTO para migração do IASERJ).

5- Há o total interesse do Município de remover o IASERJ para o prédio do INTO, pois a estrutura predial 
do INTO é muito melhor do que a já deteriorada estrutura ocupada pelo IASERJ, não havendo 
fundamento no temor de que poderia o IASERJ se acabar, deixando profissionais sem emprego e alguns 
pacientes sem atendimento. Esse não foi o trato feito pelo Ministério da Saúde com o Município do Rio 
de Janeiro.

6- A permuta e adequação do proceder é da competência exclusiva do Ministério da Saúde como gestor 
constitucional dos programas de governo destinados ao atendimento da saúde, atos sobre os quais não 
nos cabe fazer maiores ingerências. Atenciosamente, CJU/RJ."




Sendo o que havia para o momento, colocamo-nos ao seu dispor para efetuar os esclarecimentos que 
forem necessários.

Cordialmente,

Ouvidoria-Geral da AGU

Advocacia-Geral da União

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Novos horizontes para o Iaserj

O diretor de assistência do Iaserj, o médico  Nelson Ferrão, concedeu uma entrevista ao Jornal da Fasp (Federação das Associações dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro) que reproduzimos na íntegra:


Primeiramente agradeço a oportunidade de estar me dirigindo aos milhares de servidores públicos através do jornal da FASP.

Vou lhe sugerir que ao invés de responder às suas perguntas, seja feito um relato da nossa gestão, com as nossas realizações e as propostas futuras. Sendo assim, vamos lá.

Assumimos a Diretoria de assistência do IASERJ em setembro de 2010, com o apoio da Associação dos Funcionários do IASERJ( AFIASERJ ), na pessoa de sua combativa presidente, Dra Marilea Ormond. Encontramos uma situação que pode ser resumida no seguinte: um Instituto em plena desativação e com um quadro de funcionários completamente desestimulados, face às informações da cessão dos prédios do Hospital Central para a construção de um Centro de pesquisas pelo INCa( Instituto Nacional de Câncer ), nos deixando, a todos, inseguros quanto ao nosso próprio futuro.

 Sou funcionário do IASERJ há 26 anos, já dirigi o Hospital Central e agora assumi este cargo que tem por função fazer a coordenação médica de todo o Instituto, que inclui, além do próprio Hospital Central, o Hospital Eduardo Rabello ( Centro de Geriatria e Gerontologia ), e os ambulatórios do Maracanã e de Niterói.

No passado o IASERJ ainda possuía ambulatórios em Nova Iguaçu, Gávea, Penha e Madureira ( estes três últimos desativados recentemente). Como funcionário da casa e sempre lutando pela saúde pública e pela sobrevivência do IASERJ, jamais aceitaria tal missão se não fosse para reconstruir aquele que já foi uma referência em assistência médica e social, além de formador de profissionais, no Brasil. Conhecendo quase todos os servidores do hospital, respeitando-os e tendo deles carinho e admiração, iniciamos nosso trabalho conversando e convencendo os nossos funcionários da importância do resgate da nossa auto estima, mostrando que, somente com uma produção de qualidade, teríamos argumentos contra a nossa "implosão".

 Já no mês de Outubro/2010, no Hospital Central, aumentamos a nossa oferta de atendimento ambulatorial em aproximadamente 70%, fizemos 9.000 atendimentos e procedimentos ambulatoriais, 100 internações ( SPA, CTI e Enfermarias ), realizamos 30.000 exames laboratoriais e 1.400 exames por imagem ( RX, Tomografia Computadorizada e Ultrassonografia ). Para que o servidor público conheça os serviços oferecidos pelo IASERJ, basta acessar o nosso site, já atualizado: www.iaserj.rj.gov.br. Hoje, quase 5 meses depois podemos afirmar, com toda certeza, que o IASERJ está VIVO, CRESCENDO e MELHORANDO. Abaixo algumas realizações e propostas da nossa gestão:









Balanço da Diretoria de Assistência do IASERJ

Início da gestão: Setembro de 2010





Realizações:



No Hospital Central:



- Demos um “choque de ordem” na empresa de limpeza e já temos quase todos os locais com lixeira com tampa e acionamento por pedal (menos de 10% das lixeiras eram assim), além de melhorar a qualidade da higienização (vários locais, incluindo banheiros, eram imundos, mal conservados). Mandamos fazer e manter a limpeza do Pavilhão Cirúrgico que, apesar de desativado, não pode ser abandonado.



- Renormatizamos a maioria dos procedimentos hospitalares como utilização da ambulância, marcação de consultas ambulatoriais, visitas e acompanhamento de pacientes internados (inclusive com crachás), procedimentos a serem tomados quando houver óbito, etc. (parece incrível, mas estas regras simples e normais num hospital de quase cem anos, estavam “esquecidas”).



- Já colocamos ramais telefônicos em todas as áreas do Hospital Central, incluindo CTI, portaria principal e acesso de veículos, Pavilhão Clínico e ambulatório.



- Conseguimos a aprovação do orçamento e conseqüente reparo do vídeo endoscópio/colonoscópio.



- Incentivamos a eleição para a Comissão de Ética Médica.



- Fizemos a Jornada Científica do IASERJ, com palestras de profissionais da casa, como marco inicial da retomada do Centro de Estudos para treinamento e aperfeiçoamento dos nossos funcionários.



- Fizemos um levantamento de todos os funcionários “desaparecidos” e após entrevistas, tiveram que resolver suas situações, com as opções de licença prêmio, licença para tratamento de saúde, licença sem vencimentos, aposentadoria, exoneração ou retornar às suas atividades de maneira que ninguém tenha qualquer vínculo “irregular” na Instituição.



- Realizamos eleição para a Diretoria do Centro de Estudos do Hospital Central.



- Encaminhamento à SESDEC das necessidades de materiais, equipamentos e pessoal necessários para a montagem de 10 leitos de CTI, no sexto andar do Pavilhão Clínico (hoje desativado).



- Elaboramos um projeto para reativação de todo o Hospital Central, caso nos mantenhamos neste atual espaço. (já temos uma proposta alternativa à cessão dos prédios do IASERJ ao INCa, que inclui a manutenção das atuais atividades e a reocupação de todos os prédios com 80 leitos de especialidades clínicas, 90 leitos de especialidades cirúrgicas, 8 salas de cirurgia, 3 salas de RPA e 50 leitos de CTI).



- Inauguração do Ambulatório de Odontologia, com proposta de fazermos cerca de mil atendimentos/mês (obturação, extração, retirada de tártaro, limpeza, aplicação de flúor, orientação para prótese) e ainda com atendimento no setor de SPA para as urgências (único hospital geral da rede pública a fazer atendimento bucal desta natureza) .



- Iniciamos a ordenação e uniformização da carga de trabalho dos médicos, no ambulatório, nivelando por cima, de maneira a aumentar nossa produtividade, sem perda de qualidade (aumento em cerca de 70% das horas oferecidas).



- Realizamos reforma no ambulatório, para mudar o CETAFE (Centro de Tratamento de Feridas) para o segundo andar, com proposta de torná-lo um Centro de Referência Estadual para este tipo de atendimento, que já atua com excelente taxa de sucesso.



- Reformulamos o site do IASERJ, com notícias, eventos e informações atualizadas sobre os serviços prestados em todas as unidades do Instituto (Hospital Central, Hospital Eduardo Rabello, Ambulatórios do Maracanã e de Niterói).



Planejamos:



- Iniciar reforma e pintura gradativa do ambulatório e melhora na ambientalização.



- Reativar o lactário, para manipulação adequada de dietas enterais, melhorando a nutrição dos pacientes e reduzindo custos.



- Iniciar limpeza do antigo auditório do Centro de Estudos (hoje em estado de abandono) para fazermos um estudo de viabilidade de sua reativação.



- Reativar o Setor de Endoscopia Digestiva Alta em curtíssimo prazo e o de Vídeo Colonoscopia em médio prazo.



Ambulatórios Periféricos:



- Reativação no ambulatório do Maracanã dos serviços de Neurologia, Clínica Médica, Otorrinolaringologia, Fisioterapia, Psicologia, Ortopedia e Nutrição, além da Psiquiatria que era o único serviço existente.

Proposta de criar nesta unidade um Centro de Atendimento a Pessoas com Necessidades Especiais.



- Reativação no ambulatório de Niterói dos serviços de Clínica Médica, Ginecologia , Neurologia, Homeopatia, Psiquiatria, Serviço Social, e Psicologia Clínica , inclusive realizando exames preventivos ginecológicos e alocação de um posto de coleta para exames laboratoriais.

Proposta de criação nesta unidade de um Centro de Atendimento Integral à Mulher.







Hospital Eduardo Rabelo



- Mantê-lo como Unidade de Geriatria e Gerontologia,



- Aumentar sua capacidade de internação.



- Criar um Centro de Terapia Intensiva especializada em pacientes geriátricos.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Boas Novas do IASERJ

Do diretor de Assistência do Iaserj, Dr. Nelson Ferrão, recebemos as informações que reproduzimos na íntegra.





Amigos
Tenho algumas novidades:
- Convidei o CREMERJ, através do nosso Conselho de Ética Médica, para visitar o Hospital Central. Marcaram a visita para a próxima terça feira ( 18/01/11 ), às 09:00h. A idéia é solicitar que o Conselho abrace o  projeto da Diretoria de Assistência, de reestruturação de todo o IASERJ ( "Projeto Revivendo o IASERJ" ), já entregue ao CREMERJ e à Superintendência de Unidades Próprias da SESDEC.

 Nesta visita tentaremos mudar a lógica da visão anterior que era a de um hospital em destruição, para uma atual de um hospital que está reconstruindo sua identidade, resgatando a autoestima dos seus servidores e em processo de recuperação da qualidade no seu atendimento. Ainda que saibamos que falta muito para atingirmos nossa meta, mostraremos que os passos adiante estão sendo dados.

- Após quatro meses de acertos e desacertos com o PRODERJ, finalmente conseguimos colocar no ar a nova página do IASERJ, atualizada, que possibilita aos nossos usuários ter conhecimento dos serviços que são prestados pelo nosso Instituto ( Hospital Central, Hospital Eduardo Rabelo, Ambulatório do Maracanã e Ambulatório de Niterói ). O site é: www.iaserj.rj.gov.br

-  Está em fase final de execução, a reforma no segundo andar do ambulatório do Hospital Central que possibilitará a ampliação e melhor qualificação do Centro de Tratamento de Feridas ( " CETAFE" ) e já solicitamos que seja considerado referência estadual para este tipo de atividade.

- Em breve reativaremos o setor de Endoscopia Digestiva Alta e, em médio prazo, o setor de Vídeo Colonoscopia.
- Possivelmente em curto prazo viabilizaremos a reabertura do atendimento ambulatorial de Cardiologia, no Hospital Central.

- O Ambulatório do Maracanã voltou a atender com algumas especialidades, além de Psiquiatria ( única que existia até o momento). Veja no nosso site. 

- No Ambulatório de Niterói, já voltamos a atender em algumas especialidades, inclusive fazendo preventivo ginecológico ( vide nosso site ). Estou tentando conseguir um posto de coleta para exames laboratoriais, nesta Unidade. 
Abraços
Nelson Ferrão

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Construindo uma agenda positiva

Lançar uma agenda positiva e propositiva, este é o objetivo de grupos que discutem a continuidade dos serviços prestados pelo Iaserj, a busca pela reconstrução do Instituto conta com aliados de peso que acreditam que é importante assegurar a melhoria da qualidade do atendimento à população.

Para reforçar esta idéia, estamos publicando novas páginas no blog, como a história do instituto e os endereços da rede ambulatorial. Nos próximos dias publicaremos a relação de serviços e horários de atendimentos. Tais informações também  estão disponíveis no site do Iaserj, no endereço:

FELIZ IASERJ NOVO

Recebemos mensagem do diretor de assistência Dr. Nelson Ferrão sobre medidas adotadas no âmbito do Iaserj e dados que comprovam aumento da qualidade dos serviços prestados à população, tais indicadores abrem perspectivas e lançam esperanças sobre os rumos da instituição.

De qualquer forma,  é fundamental mobilizar recursos e promover debates entre os servidores e usuários sobre o futuro do Iaserj,  mais do que  garantir  a  inegável melhoria dos serviços,   é necessário discutir formas de financiamento e modelos de gestão participativa que assegurem o efetivo controle social da organização.

As notícias divulgadas despertam a esperança de um ano novo promissor e de novas realizações. Segue na íntegra a mensagem do diretor de assistência do Iaserj.


Amigos, colegas e companheiros.

Finalmente este ano, em que vivemos vários momentos de preocupações com nosso hospital e de incertezas com nosso destino, chega ao fim. Vimos nosso hospital e nossos ambulatórios encolherem. Há quase 4 meses na Diretoria de Assistência do IASERJ, estamos lutando no contra mão desta história. Hoje posso lhes afirmar que voltamos a crescer. Cumpro o meu dever. E o dever de um gestor público, na área de saúde, é empregar todos os meios lícitos e morais possíveis para que os necessitados de assistência médica não percam sequer uma consulta, não lhes falte qualquer recurso diagnóstico, não fiquem sem um leito de internação e não padeçam pela carência de qualquer medicação. Parece utópico. É um sonho. Mas é possível. Após um ano de tormentas e turbulências, permaneço neste barco porque acredito na força dos nossos ideais e principalmente porque tenho a certeza de que muitos companheiros remam juntos no mesmo sentido. E é assim que chegaremos a um porto seguro para, no próximo ano, com a calma e tranquilidade que precisamos, fazermos mais e melhor.

Alguns perguntarão se nossas propostas serão aceitas e lhes responderei que não sei. Mas digo que não se pode considerar um jogo perdido antes do apito final. Todos já vimos muitas viradas, inclusive na prorrogação. Quem sabe...

Abaixo, como uma prestação de contas desta Diretoria, listamos alguns ganhos que, JUNTOS, tivemos neste pouco tempo de gestão e que devem servir como estímulo para novas conquistas:



Realizações:



Hospital Central:



- Demos um “choque de ordem” na empresa de limpeza e já temos quase todos os locais com lixeira com tampa e acionamento por pedal ( menos de 10% das lixeiras eram assim ), além de melhorar a qualidade da higienização ( vários locais, incluindo banheiros, eram imundos, mal conservados). Mandamos fazer e manter a limpeza do Pavilhão Cirúrgico que, apesar de desativado, não pode ser abandonado.



- Distribuimos aparelhos de eletrocardiografia para o CTI, SPA, Enfermarias e Ambulatório.



- Renormatizamos a maioria dos procedimentos hospitalares como utilização da ambulância, marcação de consultas ambulatoriais, visitas e acompanhamento de pacientes internados ( inclusive com crachás ), procedimentos a serem tomados quando houver óbito, etc.( parece incrível, mas estas regras simples e normais num hospital de quase cem anos, estavam “esquecidas” ).



- Cabeamos ramais telefônicos em todas as áreas do Hospital Central, incluindo CTI, portaria principal e acesso de veículos, Pavilhão Clínico e ambulatório. Já compramos aparelhos de telefone e aguardamos a implantação do novo sistema de telefonia do Estado, para instalá-los.



- Conseguimos a aprovação do orçamento e conseqüente reparo do vídeo endoscópio/colonoscópio.



- Incentivamos a eleição para a Comissão de Ética Médica.



- Fizemos a Jornada Científica do IASERJ, com palestras de profissionais da casa, como marco inicial da retomada do Centro de Estudos para treinamento e aperfeiçoamento dos nossos funcionários.



- Fizemos um levantamento de todos os funcionários “desaparecidos” e após entrevistas, tiveram que resolver suas situações, com as opções de licença prêmio, licença para tratamento de saúde, licença sem vencimentos, aposentadoria, exoneração ou retornar às suas atividades de maneira que ninguém tenha qualquer vínculo “irregular” na Instituição.



- Realizamos eleição para a Diretoria do Centro de Estudos do Hospital Central.



- Encaminhamos à SESDEC as necessidades de materiais, equipamentos e pessoal necessários para a montagem emergencial de 10 leitos de CTI, no sexto andar do Pav. Clínico (hoje desativado).



- Encaminhamos à SESDEC um projeto para reativação de todo o Hospital Central, caso nos mantenhamos neste atual espaço, como uma proposta alternativa à cessão dos prédios do IASERJ ao INCa, que inclui a manutenção das atuais atividades e a reocupação total dos prédios que passaria a ter 80 leitos de especialidades clínicas, 90 leitos de especialidades cirúrgicas, 8 salas de cirurgia e 50 leitos de CTI.



- Inauguramos o Ambulatório de Odontologia, com proposta de fazermos cerca de mil atendimentos/mês (obturação, extração, retirada de tártaro, limpeza, aplicação de flúor, orientação para prótese) e ainda com atendimento no setor de SPA para as urgências (único hospital geral da rede pública a fazer atendimento bucal desta natureza) .



- Iniciamos a ordenação e uniformização da carga de trabalho dos médicos, no ambulatório, nivelando por cima, de maneira a aumentar nossa produtividade, sem perda de qualidade o que já acarretou em um aumento de mais de 50% na quantidade de horas oferecidas para consultas ambulatoriais.



- Iniciamos pequena obra no ambulatório, para mudar o CETAFE (Centro de Tratamento de Feridas) para o segundo andar, com proposta de torná-lo um Centro de Referência Estadual para este tipo de atendimento, que já tem excelente taxa de sucesso.





Em curto prazo, planejamos:



- Iniciar reforma e pintura gradativa do ambulatório e melhora na ambientalização.



- Reativar o lactário, para manipulação adequada de dietas enterais, melhorando a nutrição dos pacientes internados e reduzindo custos. Para isso, já estamos removendo o arquivo do Serviço Social, no térreo do Pav. Clínico e neste espaço colocarmos o dispensário da firma de alimentação (que hoje ocupa o local onde voltaremos a ter o lactário ).



- Iniciar estudos e gestão com as firmas de manutenção predial e de refrigeração para que os nossos funcionários e os pacientes tenham água potável e gelada, para sua hidratação.



- Iniciar limpeza do antigo auditório do Centro de Estudos (hoje em estado de abandono) para fazermos um estudo de viabilidade de sua reativação.



- Reformulação do site do IASERJ, que em muito breve estará no ar, com informações sobre a estrutura física e funcional do Hospital Central e dos ambulatórios periféricos( Maracanã e Niterói ), além do Hospital Eduardo Rabelo, com notícias, informações, eventos, etc.





Ambulatórios Periféricos:



- Reativamos no ambulatório do Maracanã os serviços de Neurologia, Clínica Médica, Otorrinolaringologia, Fisioterapia, Psicologia, Ortopedia e Nutrição, além da Psiquiatria que era o único serviço existente. Pretendemos reativar a Odontologia, um serviço radiológico simples e um posto de coleta para exames laboratoriais.

Proposta de criar nesta unidade um Centro de Atendimento a Pessoas com Necessidades Especiais.



- Reativamos no ambulatório de Niterói os serviços de Clínica Médica, Ginecologia, Neurologia, Homeopatia, Psiquiatria, Psicologia e Serviço Social. Pretendemos reativar o serviço de Rx, Odontologia e posto de coleta para exames laboratoriais.

Proposta de criação nesta unidade de um Centro de Atendimento Integral à Mulher.



Hospital Eduardo Rabelo



- Proposta de ampliar a capacidade de internação, criar um CTI especializado em patologias da terceira idade e mantê-lo como uma Unidade de Referência em Geriatria e Gerontologia.

Dados adicionais

Novembro/2010:

Consultas e procedimentos ambulatoriais - 9.000

Exames laboratoriais - 30.000

Exames por imagem( RX, Ultrassonografia e Tomografia Computadorizada) - 1.400

Internações( CTI, SPA, Enfermarias) - 100


Enfim, amigos, foram poucos meses, mas muito intensos e com muito trabalho. Acho que conseguimos dar alguns passos adiante.

FELIZ IASERJ NOVO!

Dr. Nelson Ferrão - Diretor de Assistência do IASERJ

terça-feira, 30 de novembro de 2010

‘Audiência pública’ promete resistência contra demolição do Iase

http://sindsprevrj.org.br/jornal/uploads/secao/20101130055150.jpg

30/11/2010
Audiência pública realizada na Alerj, no dia 30foto: Niko
Por Hélcio Duarte Filho
Da Redação do Sindsprev-RJ
IASERJ NA ALERJ - Haverá resistência. É o que se deduz dos discursos que marcaram a audiência pública sobre a desativação e demolição previstas para acontecer no Hospital Central do Iaserj, o instituto que atende aos servidores do estado. “Estamos em desespero, para onde nós vamos? Eu não vou para lugar nenhum, eu vou ficar”, disse Mariléa Ormond, presidente da associação dos funcionários do Iaserj, numa longa e emocionada declaração de amor ao hospital, dada durante a audiência ocorrida na Assembleia Legislativa do Rio, na tarde da quinta-feira (30). 

      A reunião decorre do comunicado da Secretaria de Saúde de que a unidade, que fica na Cruz Vermelha, terá que ser desativada até o dia 8 de dezembro. O principal hospital do Instituto de Assistência aos Servidores do Estado do Rio será desocupado para posterior demolição e entrega da área de quase 14 mil metros quadrados ao Inca (Instituto Nacional do Câncer), que pretende ampliar suas dependências. Ao todo, o governo pretende derrubar 19 edificações, que compõem o complexo hospitalar da unidade central do instituto. O convênio que pode implodir o hospital foi firmado pelo governador Sérgio Cabral Filho com o governo do presidente Lula.   
      ‘Políticas privadas’
      Duras críticas à política do governador Sérgio Cabral para saúde foram disparadas na audiência sem que se perdesse de vista o fato de que se está enfrentando um governador que acabou de ser reeleito. “Agora estamos vendo que, superado o período eleitoral, essas políticas públicas para saúde [avançam]... não sei se públicas ou privadas, parecem mais privadas do que públicas”, disse o deputado Paulo Ramos (PDT), que presidiu a audiência, convocada por ele mesmo a pedido das entidades sindicais do setor. 

      Nem por isso, porém, os participantes chancelaram legitimidade ou legalidade ao que está sendo feito não só ao Iaserj, mas também ao Instituto São Sebastião, que hoje funciona dentro do próprio Hospital Central do Iaserj, ao Hospital Pedro II, fechado para obras, e com o conjunto da rede hospitalar do estado. “Ele não foi eleito para isso, ele foi eleito para gerir e cuidar do patrimônio público”, protestou alguém em meio ao debate. “Vamos demolir um hospital? O governo é dono do patrimônio público?”, indagou Paulo Ramos, ressaltando que o Iaserj está amparado numa lei e até no texto constitucional do Estado. “Para demolir tem que mudar a Constituição”, sustentou. 

      O secretário de Saúde, Sergio Côrtes, não compareceu à audiência e foi criticado por isso. Representaram o governo o superintendente de serviços, Alexandre José Nascimento, e o assessor técnico da secretaria de Saúde Jorge Ronaldo Moll, que, no entanto, alegou não estar ali representando o secretário. Ele negou atuar indevidamente para o fechamento do Iaserj. A negativa provocou questionamento do vereador do Rio Paulo Pinheiro (PPS): “O senhor diz nesse momento que não é sua função tratar do Iaserj... então por que o senhor entra e sai dando ordens?”. Moll não só disse que isso não estava acontecendo, apesar da contestação de muitos servidores presentes à Assembleia Legislativa (Alerj), como chegou a declarar que tentava com “três ou quatro visitas” ao Iaserj “resguardar a preservação de tudo que a gente teve tanto trabalho para construir”. O assessor técnico, que foi presidente interino do Iaserj, não conseguiu convencer, porém, como quer preservar algo que está sendo preparado para implosão.   
      ‘Ceia da Miséria’ no dia 8
      A proposta de resistir e não permitir a demolição do hospital recebeu o apoio tanto dos parlamentares presentes, quanto dos representantes do Ministério Público estadual e da Defensoria Pública da União. “Não posso sugerir a vocês a desobediência do ato, mas vejo com muito apreço a ideia deste caso de resistência”, disse o defensor André Ordacgy. “Não pode haver nenhuma violência praticada pela polícia, não pode haver violação das leis fundamentais”, afirmou o promotor Leonardo Chaves, sobre eventuais repressões contra o movimento de resistência à demolição. Ambos prometeram trabalhar para impedir a desativação da unidade. 

      Duas manifestações já estão marcadas. A ‘Ceia da Miséria’, no dia 8 de dezembro, a partir das 10 horas, e um ato público no dia 14, ambos no pátio do hospital, que fica ocupa o número 107 da avenida Henrique Valadares, na região central do Rio.  

      A audiência pública terminou, após cerca de três horas de debates, num clima mais otimista com relação à luta contra a demolição do que quando começou. “Mas não dá para abrir a guarda, dia 8 estaremos lá. O Iaserj é nosso, tirem as mãos do nosso patrimônio”, disse a professora Florinda Lombardi, ex-presidente do sindicato dos profissionais da educação (Sepe). Foi aplaudida.
      Em breve, mais da cobertura da audiência sobre o Iaserj na Alerj

Fonte: Sindsprev

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Recuperação

Governador do Rio recebe alta do hospital onde operou o menisco no joelho direito. Sérgio Cabral ficará de repouso em casa até 2ª feira.

Os servidores do Iaserj convidam o governador a realizar sua recuperação na Fisioterapia do Hospital Central, o serviço resiste com profissionais abnegados e competentes. Logo, nada mais natural que o servidor público Sérgio Cabral utilize os serviços do Instituto.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Demolição do Iaserj é notícia na Internet



Saúde Pública e Demolição

Por meio de uma ação popular, um servidor público do Rio de Janeiro pede no Supremo a suspensão da demolição do Hospital Central do Iaserj (Instituto de Assistência do Estado do Rio de Janeiro).

A ação foi proposta contra o ex-secretário de Estado da Casa Civil Regis Fichtner, contra o Instituto Nacional do Câncer e seu diretor-geral, Luiz Antonio Santini Rodrigues da Silva, contra o Estado do Rio de Janeiro, e contra o atual secretário de Estado da Casa Civil, Arthur Vieira Bastos.

De acordo com o servidor público autor da ação, em março de 2008, foi lavrado termo de cessão de uso dos imóveis onde está o Hospital Central do Iaserj em favor do Instituto Nacional do Câncer. No ano seguinte, foi anunciada a demolição do hospital para que, em seu lugar, seja construído um centro de desenvolvimento tecnológico. Uma grave lesão ao patrimônio público, segundo o servidor público.

Ele alega que, apesar de ser inegável a importância da criação de um centro de pesquisa tecnológica, que é o que pretende o Instituto Nacional do Câncer, não é necessário que para isso seja desativado e destruído um hospital inteiro, existindo no estado inúmeros imóveis que podem ser utilizados para isso, sem que se tenha que agredir e lesar o patrimônio público, a agredir o direito à saúde dos servidores públicos do estado”.

Fonte: Rádio Digital News

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Servidores repudiam fechamento do Iaserj

E agora Cabral?


Cansados de promessas, servidores públicos estaduais unificaram   a luta e protestaram contra o governo Cabral e a sua política de desmonte dos serviços públicos, especialmente nas áreas de educação e saúde. Sindicalistas, parlamentares e representantes dos servidores se revezaram nas críticas ao governador do Rio de Janeiro que tenta a reeleição no próximo mês de outubro.


Sindicalistas criticam Cabral

Niterói perde ambulatório

Além dos baixos salários e da falta de investimentos na saúde e na educação, o governo do Estado desmantela a rede Iaserj, os ambulatórios de Madureira e Maracanã foram entregues à gestão do município do Rio, a unidade de Niterói, segundo matéria publicada nesta quinta-feira pelo jornal O Fluminense,  será transformada no novo Hospital Azevedo Lima. 



As medidas adotadas pelo governo estadual, além de confirmar o processo de sucateamento e destruição do Iaserj, revelam um profundo desrespeito com a pupulação fluminense ao negar condições salariais e de trabalho adequadas para os servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro.

domingo, 23 de maio de 2010

ATENÇÃO!


AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE O IASERJ DIA 27/05/10, ÀS 14 h, NA NA SALA 316, ALERJ, CHAMADA PELO DEPUTADO MARCIO PANISSET, DA COMISSÃO DE SAÚDE. COMPAREÇA PARA QUESTIONAR JUNTO AOS REPESENTANTES DO GOVERNO SOBRE A INTENÇÃO DE DEMOLIÇÃO DAS INSTALAÇÕES DO NOSSO HOSPITAL, SEM QUE OS SERVIDORES ESTADUAIS TENHAM SIDO CONSULTADOS.

LEMBREM-SE: Todas as 2ªs feiras, às 15h acontece a reunião do MUSPE (Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais), no pátio do IASERJ,COMO FORMA DE OCUPAÇÃO DAQUELE ESPAÇO.

Compareça, sua presença é muito importante.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Inca promove exposição sobre obras e servidores estaduais manifestam indignação

Avanir Carvalho Pontes

No último dia 30 de abril, de 09 às 13 horas, no Rio's Hotel Presidente houve uma Reunião Pública convocada pelo Inst. Nac. do Câncer (INCA), que contou com a participação do13° AINSP e organizado por Gauche Eventos para dar publicidade ao Projeto de Ampliação do INCA.

O auditório estava cheio de servidores, em sua maioria funcionários do IASERJ que lá estiveram na expectativa de saber o que seria feito do nosso hospital já que o projeto que os representantes do INCA, Dr.Luiz Maltoni, Diretor de Assistência e o Sr. André Tadeu, Coordenador de Direção, ambos do INCA,não tinha uma linha sobre o destino do IASERJ. A profª Maria João, Presidente do Conselho de Segurança do Centro que também compôs a mesa.

O Dr. Luiz Maltoni fez uma bela explanação do Projeto que revitalizará toda a área da Cruz Vermelha e adjacências. Como na palestra e exposição das imagens em momento algum foi tocado o assunto IASERJ, quando abriram para inscrições para intervenções, 18 (dezoito) pessoas se inscreveram. A primeira pessoa foi o Chefe de Gabinete do deputado Paulo Ramos, Sr Renan que foi representando o deputado que estava em outro compromisso. Ele demonstrou toda a preocupação com o que seria feito com o IASERJ uma vez que em 2007 num esforço financeiro, a ALERJ havia doado R$ 10 milhões para o seu soerguimento e não conseguia entender como, após a revitalização da Emergência, que foi transformada em SPA( Serviço de Pronto Atendimento) devido ao fechamento do Centro Cirúrgico, a reativação de 80 (oitenta) leitos no Pavilhão Clínico, da restauração feita na entrada principal, dos serviços de Tomografia Computadorizada, Raios x, Laboratório de Análises Clínicas, Fisioterapia, etc. funcionando estava se planejando a demolição de todas as instalaçoes do IASERJ Central.

Olga Amélia, Presidente da Federação de Mulheres e membro do Conselho de Segurança com sua maneira irreverente cumprimenta a todos e diz esperar que esta reunião seja muito esclarecedora e consiga aplacar a ansiedade que paira no coração dos servidores estaduais sobre o futuro do IASERJ.

Mariléa Ormond, Presidente da AFIASERJ, como sempre fêz o retrospecto de toda a vida do nosso Hospital, com aquela ênfase que consegue arrancar de dentro de seu peito angustiado, fazendo com que a emoção dominasse a todos os presentes a tal ponto que o palestrante se eximiu de qualquer culpa no futuro destino do IASERJ dizendo que o Governo é que deveria ser questionado sobre isso. Uma a uma as pessoas indagavam o porquê de somente agora estarem tomando conhecimento deste Projeto que sempre soubemos sigiloso. Nenhum servidor estadual foi consultado sobre o que estão pretendendo fazer com o IASERJ, logo ele que é o verdadeiro dono de toda aquela edificação, pois sempre contribuiu compulsoriamente com os 2% (dois por cento) e não tem culpa se estão desviando o que contribui para manter o seu hospital seja desviado para compor os 11% (onze por cento) do RIOPREVIDÊNCIA.

Uma funcionária do INCA também se pronunciou demonstrando não estar de acordo com a pretensão de demolirem o IASERJ porque sabia da intenção de privatização da parte que querem ampliar engolindo o espaço do IASERJ. Citou o fato da falta de assistência aos pacientes que vêm de Municípios longínquos para se tratarem sem nenhuma infraestrutura para ficarem o dia inteiro na cidade, sem dinheiro e alimentação. Outra funcionária, que se identificou como enfermeira que trabalha no IASERJ e no INCA criticou o Projeto que em vez de interiorizar o INCA para atender as populações em seus locais de moradia, quer centralizar todas as Unidades no centro da cidade, sem que tenha pensado num projeto para atender às pessoas que procuram aquele atendimento.

O Presidente da Associação de Moradores da Cruz Vermelha indagou se naquele projeto haviam pensado na questão dos esgotos que naquela área todas as vezes em que chove ficam a céu aberto e que tem grande preocupação com o lixo hospitalar do INCA que é cheio de materiais radioativos e que suspeita que não tenham a devida destinação.

Marcelo Cozzolino, presidente do Sindicato dos Fazendários interviu fazendo uma enfática defesa do IASERJ dizendo que não pode crer que um hospital do porte daquele que já foi referência nacional e serviu de modelo para tantos outros venha sendo constantemente sucateado com o objetivo de ser posto abaixo para dar lugar a um projeto que não contempla a todos os servidores e nem à população atendida pelo IASERJ.

Em dado momento, Elizabeth Acâmpora, Fonoaudióloga do Ambulatório do IASERJ de Madureira, chamou a atenção do Dr. Luiz Maltoni que várias vezes se referia a área do IASERJ como "um terreno" ao que ele pediu desculpas e prometeu se corrigir, dali pra frente.

Suli Ayres, Diretor de Ação Social da AFIASERJ falou sobre sua decepção ao tomar conhecimento deste Projeto uma vez que há anos vem lutando pelo soerguimento do IASERJ junto com um grupo de pessoas, no qual estou incluída, que desenvolveu um Projeto que transforma o IASERJ em Centro de Referência em Saúde Ocupacional do Servidor visando que o governo se sensibilize com a necessidade que tem o servidor da saúde preventiva.

Jairo, servidor do IASERJ também se pronunciou fazendo a defesa do nosso hospital e nesse sentido enalteceu a luta da guerreira Mariléa. Solange Belchior, ex- presidente do Conselho Municipal de Saúde trouxe à baila a questão da falta de conhecimento do Projeto de Ampliação do INCA pelo Conselho porque esse Projeto contraria leis que defendem a interiorização dos serviços de saúde e não a centralização e fechou sua fala alertando para que a direção do INCA e o Governo de repente poderiam ser surpreendidos pelo embargo desse projeto pela justiça.

Diversas outras pessoas fizeram intervençõe sempre na mesma linha de denunciar a falta de comunicação do Governo quanto a esse projeto e preocupados com o que vai ser do IASERJ. Dr. Sérgio, médico do IASERJ se manifestou demonstrando sua indignação com esta situação.

Eu, na minha vez, me identifiquei como usuária que sou e demonstrei a minha preocupação com as consultas que já tenho marcadas em diversas clínicas até setembro se já querem demolir o IASERJ agora, onde serei atendida?

Indaguei o que será feito das outras duas unidades do INCA como o Hospital das Pioneiras Sociais e O Instituto de Oncologia, nesta centralização. Por fim citei o caso da paciente que procurou atendimento queixando-se de sentir dores nos seios e que no seu auto-exame percebe caroços em ambos os seios que não são detectados pela ultrassonografia e nem pela mamografia. Tendo procurado atendimento no INCA exigiram dela um encaminhamnto médico que não tem, embora tenha dito que na sua família a maioria das mulheres tiveram ou têm câncer de mama, mesmo assim não foi atendida. Após a minha fala um indivíduo, dizendo-se da Comunicação Social do INCA pediu-me os telefones e o endereço que ela havia deixado comigo. Ela precisou ir-se embora porque ia dar almoço à mãe idosa e doente que ficara sozinha em casa e me autorizou a citar o caso dela.

Renan, o chefe de gabinete de Paulo Ramos informou que o gabinete do deputado Paulo Ramos vai marcar uma audiência pública para que os representantes do INCA exponham novamente esse projeto lá na ALERJ quando serão convocados reprsentantes do governo para se explicarem. O Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Estado (MUSPE) vem se reunindo toda 2ª feira, às 15 h, como forma de ocupação do IASERJ e a reunião é aberta a todos servidores, usuários e entidades.

Avanir Carvalho Pontes é professora e Diretora de Imprensa e Divulgação da Regional Centro do SINDSPREV/RJ

terça-feira, 4 de maio de 2010

CONTRA A COVARDIA!

CABRAL QUER DEMOLIR O IASERJ!
O Governador Sergio Cabral, que montou a farsa da defesa do dinheiro do petróleo para o Rio, abandona e fecha hospitais. Há cerca de 2 anos fechou o São Sebastião, no Caju, que tratava de doenças infectocontagiosas. Agora quer demolir o IASERJ (Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro), deixando sem assistência 460 mil servidores e seus dependentes, totalizando mais de 1 milhão de pessoas, além de mais de 12 mil usuários do SUS, incluindo os moradores das comunidades locais e de todo o Estado que também sofrerão os efeitos dessa covardia. O governo estadual em parceria com o federal gastará mais de 300 milhões para demolir o IASERJ e seus ambulatórios periféricos. Por que não investir esse dinheiro na sua recuperação e ampliação do atendimento à população? Afinal, essa foi sua promessa de campanha!

No momento em que a população sofre com a falta de atendimento à saúde, Cabral gasta dinheiro público para destruir um hospital.

Os servidores que mantêm o IASERJ com o desconto de 2% dos salários não sabem onde essa verba é aplicada, inclusive os 10 milhões de reais doados pela ALERJ em 2007, para recuperar o Hospital Central. Ainda assim, o hospital oferece um atendimento de qualidade aos usuários que dependem unicamente do serviço público. Cabral prometeu valorizar os serviços públicos, porém sua prática tem sido a de desmontar a saúde, fechando hospitais e serviços, mantendo os servidores com baixos salários e em más condições de trabalho. Assim, favorece empresas privadas que vão gerenciar os serviços e usufruir o nosso dinheiro.



Não se cale! Defenda a saúde pública, pois é nosso direito e DEVER do Estado, consagrado na Constituição!







NÃO À DEMOLIÇÃO DO IASERJ!



NÃO À PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE!



EXIGIMOS SAÚDE PÚBLICA DE QUALIDADE!