terça-feira, 7 de julho de 2009

Iaserj: foto de satélite

Servidor Público


Imagine que durante décadas você financiou um plano de saúde e acumulou um considerável patrimônio, considere que o teu sócio nesta empreitada resolva se desfazer de valiosos bens e tome decisões sem ouvir a outra parte da sociedade.
Pois não precisa imaginar, pois é isso que acontece com o patrimônio acumulado em décadas de desconto em folha: o governo do Estado entrega o patrimônio dos servidores públicos estaduais ao Inca, sem nenhuma negociação com o funcionalismo, sem um diálogo sequer, uma decisão unilateral que desrespeita os funcionários e seus dependentes e que revela uma face cruel de um governo que não explicita seus projetos deixando angustiados uma legião de trabalhadores.
A direção do Iaserj é incapaz de estabelecer pontes, de abrir canais de comunicação liberando informações sobre os planos da atual gestão para o instituto.
Nos corredores do Hospital, servidores desmotivados convivem com a falta de condições adequadas de trabalho, a deficiência da estrutura decorre não só da crise de investimentos que atingiu em cheio o Iaserj mas da falta de um planejamento estratégico que resgate a instituição considerada no passado referência nacional em saúde.




Servidor Público

Imagine que durante décadas você financiou um plano de saúde e acumulou um considerável patrimônio, considere que o teu sócio nesta caminhada resolva se desfazer de valiosos bens e tome decisões sem ouvir a outra parte da sociedade.
Pois não precisa imaginar, pois é isso que acontece com o patrimônio acumulado em décadas de desconto em folha: o governo do Estado entrega o patrimônio dos servidores públicos estaduais ao Inca sem uma negociação, sem um diálogo sequer, uma decisão unilateral que desrespeita os funcionários e seus dependentes e que revela uma face cruel de um governo que não explicita seus projetos e deixando angustiados uma legião de trabalhadores.
A direção do Iaserj é incapaz de estabelecer pontes, de abrir canais de comunicação interna que libere informações sobre os planos da atual gestão para o instituto.
Nos corredores do Hospital, servidores desmotivados convivem com a falta de condições adequadas de trabalho, a deficiência da estrutura decorre não só da crise de investimentos que atingiu em cheio o Iaserj mas da falta de um planejamento estratégico que reconfigurasse a instituição que no passado foi referência nacional em saúde.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Assembléia no Iaserj

Na quarta-feira, 24 de junho, às 10:00hs, haverá uma assembléia dos funcionários no pátio do Hospital Central. Em pauta a situação do Instituto: o sucatemento das unidades, as transferências sem critérios de funcionários, o desmantelamento programado da instituição.
Os servidores reclamam da falta de diálogo da atual direção, há um desconhecimento geral sobre as intenções da atual gestão, a informação não circula, os projetos, se existem, estão guardados em uma espécie de caixa preta.
O Instituto desativou o seu departamento de recursos humanos e não dispõe de uma assessoria de comunicação, diante de um quadro tão devastador e para não perder de vez a motivação é necessário reagir e convidar trabalhadores públicos e a sociedade em geral para acompanhar a situação do instituto.
Este blog vai continuar divulgando os fatos relativos ao desmonte e as inciativas que estão sendo desenvolvida por organizações da sociedade cívil para impedir o fim do Iaserj. O movimento dos trabalhadores e usuários do Instituto vai contar com o importante auxilio das redes sociais na luta por mais diálogo, eficiência e democracia na saúde do Estado do Rio de Janeiro.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Sobre o IASERJ

A recente troca de comando no governo do Estado do Rio trouxe mais uma vez à luz a precária e já endêmica situação dos serviços e instituições de saúde do estado. Entretanto, um pouco além dos holofotes, certas considerações precisam ser feitas. Algumas delas se referem ao IASERJ, instituição particularmente cara aos psicólogos do Rio de Janeiro, destinado a acabar sendo incorporado ao SUS e substituído, em sua atribuição de atender aos servidores públicos estaduais, por planos de saúde privados ao modelo do município do Rio de Janeiro.

O IASERJ, leia-se Instituto de ASSISTÊNCIA ao Servidor do Estado do Rio de Janeiro, tem uma história peculiar. Teve sua origem num sistema criado por um grupo de servidores para credenciar médicos para seu atendimento e veio posteriormente a ser encampado pelo Poder Público, na forma de autarquia, financiada pelo desconto feito em folha dos servidores e seu valor correspondente a ser depositado pelo Estado. Dessa forma cresceu, se tornou uma instituição modelo, conhecida pela excelência de seus serviços médicos e cirúrgicos, pela assistência social e pelo atendimento em saúde mental, no qual foi pioneiro e abriu espaço para práticas psicoterápicas em serviço público.

Os servidores e seus dependentes adquiriram direito ao atendimento no Hospital Central e seus ambulatórios, no Hospital Eduardo Rabelo (geriátrico) e nos ambulatórios periféricos, como Maracanã, Penha, Madureira, Gávea, Nova Iguaçu e Niterói, além de médicos e serviços conveniados por todo o estado.

Ocorreu que o Poder Público – Estado e Município do Rio de Janeiro, que integrava o sistema – deixou de repassar, inicialmente, o que seria sua parte do financiamento do Instituto. Posteriormente, nem mesmo a contribuição dos servidores, descontada em folha, chegava ao IASERJ. Hoje todo o desconto passou a se destinar ao Rioprevidência, não havendo mais desconto específico para o Instituto. Como conseqüência destas faltas, iniciou-se um processo de decadência, com a deterioração ou mesmo falência dos seus equipamentos, espaços físicos e mobiliário, além da desorganização dos serviços contratados de firmas de manutenção, alimentação, limpeza etc.

Aliados a isso, os baixos salários e a ausência de concursos públicos por longos anos resultaram na diminuição do quadro e em nomeações sem critério, que resultaram em perdas na cultura e práticas da instituição. Do ponto de vista administrativo o quadro segue a mesma tendência, pois as constantes substituições do comando, ao sabor dos interesses e acordos políticos, provocou uma descontinuidade que tornou inviável a implementação de qualquer projeto a longo ou médio prazo. Da mesma forma, nos últimos anos a nomeação para cargos em comissão de pessoas estranhas aos quadros do IASERJ, antes restrita aos cargos mais altos passou a se disseminar em todos os espaços e níveis, trazendo claros prejuízos aos serviços.

Para os psicólogos, o IASERJ tornou-se um espaço de trabalho precioso. Contratados inicialmente para efetuar psicodiagnósticos, ainda nos anos 70, sobretudo no Setor Infanto-Juvenil do Ambulatório do Maracanã, onde se concentrava o atendimento à saúde mental, os profissionais ampliaram gradativamente este espaço, através do respeito conquistado pela sua atuação. Com o tempo, além do próprio setor de psiquiatria, onde se faziam atendimentos em psicoterapia, familiares, de grupo e trabalhos com alcoólicos, entre outros, os psicólogos foram atingindo mais setores do Instituto: Seleção e Treinamento, Saúde Ocupacional, Psicossomática, Medicina Física, Creche etc.

Vale perguntar de imediato: que plano de saúde privado disponibilizará o atendimento psicoterápico oferecido hoje nos vários ambulatórios e Serviço de Psicossomática? E ainda: será que essa população, que busca atendimento psicoterápico no serviço público de saúde, tem direito a tal atenção sem ter desenvolvido quadros psiquiátricos? Ou esta deve estar restrita àqueles que podem e se dispõem a freqüentar consultórios particulares?

Não somos, por princípio, contrários à integração do IASERJ ao SUS. Somos contra a perda das possibilidades de atenção à saúde que isso pode vir a representar, praticamente assumida pelas autoridades ao propor plano de saúde privado para compensar a perda do IASERJ. Somos contra o conceito embutido nesta privatização, de que serviços de saúde públicos se destinam a indigentes e não aos trabalhadores que os financiam, através de seu descontos de impostos.

Somos a favor do SUS – Sistema Único de Saúde – e da Constituição Federal que preconiza que a atenção à saúde é um direito e atribuição do Estado. Por último, nessa época em que se fala de um genocídio que se dá nos órgãos de saúde do estado, cabe perguntar afinal quem são os genocidas. Serão os profissionais de saúde, que têm sua evidente responsabilidade, ou serão os gestores de todos esses anos e os interesses intervenientes nas decisões e omissões?

O IASERJ e todo o sistema de saúde do estado são, hoje, certamente, aquilo que o poder público fez deles. Por isso mesmo, pelo que tem de história e possibilidades continuamos acreditando que uma política séria de recuperação e desenvolvimento, urgente mas sem imediatismo, é possível e necessária

Por Roberto Stern




Reproduzimos o texto do psicólogo Roberto Stern publicado originalmente no site do CRP em março de 2007. Se ignorado o contexto, poderia ser um relato do período atual, não fosse o agravamento da situação do instituto.
Os dirigentes do IASERJ poderiam aproveitar a oportunidade para uma reflexão sobre as suas reais intenções, os métodos empregados pela atual direção corroboram a idéia de que o atual projeto não coaduna com o discurso de modernidade administrativa anunciado pelo governo Cabral.
Os servidores querem coerência, transparência e diálogo, pedem pouco pois sabem das limitações que regem a administração pública, mas sabem também que a saúde é declaradamente a prioridade de todo candidato que se preze.
O atendimento das reivindicações dos servidores, no entanto, entra no terreno vago dos restos a pagar, da falta de recursos e outros argumentos menos cotados, felizmente, a população está atenta e responde rapidamente contra o descaso.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

IASERJ PEDE SOCORRO

Hospital Central do Iaserj recebe pacientes com suspeitas de infecção pela gripe suína, no entanto, para disponibilizar vagas, o Instituto retirou sem comunicação prévia e de forma inadequada diversos pacientes que estavam internados na UTI do Iaserj.
Na ânsia de produzir factóides, vidas de pacientes são colocadas em risco, (um paciente morreu após ser retirado da Unidade de Tratamento Intensivo).
As condições de trabalho no IASERJ são precárias, o governo do estado promoveu a abertura do atendimento para a população, sem no entanto, investir na modernização das instalações, a informatização é limitada, é comum a utilização de antigas máquinas de escrever nos prédios administrativos e ambulatorias.
Não existe a menor preocupação em informar servidores e usuários sobre os rotinas e procedimentos. A Assessoria de Comunicação foi desativada, assim como o Departamento de Recursos humanos.
Nota-se uma preocupação do governo do estado em manter uma imagem positiva junto à opinião pública, mas o que acontece na cotidiano, é a desconsideração com a qualidade dos serviços públicos oferecidos, não existe política de valorização dos recursos humanos, a desinformação prevalece obstruindo possíveis canais de comunicação entre dirigentes, servidores e usuários.
Ainda há tempo para corrigir erros e falhas e estabelecer um diálogo que priorize a melhoria da qualidade do trabalho e atendimento nas unidades, atualizando e redefinindo em conjunto com as entidades representativas dos servidores, a missão do instituto que durante décadas prestou inegáveis serviços aos servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Repórter Servidor

Nesta seção o leitor é quem manda, servidores e usuários do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado Rio de Janeiro poderão participar do blog, enviando textos, fotos ou vídeos. A questão da qualidade dos serviços públicos adquire, a partir de agora, uma importante aliada: a internet, que através da tecnologia oferece vez e voz aos funcionários públicos.

Aproveite e participe:

A leitora Licia expressa sua indignação com a situação do Iaserj:

Triste para mim,funcionária dessa instituição ver o descaso e desrespeito de nosso atual governo com funcionários e pacientes do Iaserj Central.A impressão é de pouca transparência e desinformação dos reais planos para o Hospital do Iaserj Central.Não somos informados de nada e a cada dia uma nova surpresa desagradável.
A última foi a forma como foi feita a remoção de todos os pacientes do prédio clínico,na calada da noite,culminando com o óbito de um paciente grave,do CTI,para justificar usar todo o prédio para receber pacientes de gripe suína.O mesmo foi fechado e permanece um guarda na porta não permitindo a entrada de ninguém no local.Será que nossos políticos e governantes dariam o mesmo tratamento a seus familiares ou a si mesmos?Realmente chocante!!Não somos estatisticas,nem estamos aqui para gerar lucros!!Não somos "vagabundos",nem moleques para recebermos esse tratamento.ÉTICA E DIGNIDADE JÁ!!!!Ainda vivemos em uma democracia,mas não é o que tem parecido ocorrer na saúde,que anda cada dia mais doente,ouso em dizer em estado terminal!!


sábado, 2 de maio de 2009

IASERJ NA IMPRENSA

O site You Pode repercutiu reportagem publicada no Jornal do Brasil do último dia 30 na qual são denunciadas as remoções inadequadas de pacientes internados no Centro de Terapia Intensiva do Iaserj.

Leia a íntegra do texto aqui.

A matéria intitulada de "Escondendo a informação" revela que em uma dessas transferências ocorreu um óbito, segundo o JB, Mariléa Ormond, presidente Associação de Funcionários do instituto, reagiu indignada e anunciou que pretende testemunhar contra o estado no caso desta morte.

A situação do IASERJ se agrava a cada dia, o governo do estado se mantém impassível, não há informações sobre os projetos para a instituição, a inexistência de uma assessoria de imprensa dificulta o acesso aos relatórios e planos da gestão atual, o desmonte incluiu até mesmo a desativação do Departamento de Recursos Humanos e os servidores manifestam suas preocupações com o desmonte gradativo daquele que é considerado um patrimônio dos funcionários públicos do Estado do Rio de Janeiro.