quinta-feira, 24 de março de 2011

Blogueiro é vítima de atentado

Este blog manifesta sua indignação com o atentado sofrido pelo blogueiro Ricardo Gama, em diversas oportunidades Ricardo cobriu as manifestações dos servidores públicos do estado, em particular os movimentos em defesa do Iaserj.

Diante de mais este ato de violência, exigimos uma investigação rigorosa e a punição dos culpados, a blogosfera tem se manifestado, considerando este crime como um atentado à liberdade de expressão que deve ser repudiado por todos.

Casos envolvendo prisões, torturas e assassinatos de  jornalistas, são comuns em casos de guerra,  a expansão dos meios tecnológicos chamou a atenção para um novo tipo de comunicador, que age muitas vezes,desvinculados dos tradicionais meios de comunicação,  blogs são ferramentas que fornecem mais  recursos para o internauta, a agilidade dos blogs e das redes sociais justifica o prestígio alcançado pelos blogueiros, mas por outro lado, se a fama acompanha quem escreve, por outro, aumenta a vulnerabilidade destes novos comunicadores.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Ouvidoria da AGU esclarece servidora

A resposta da Ouvidoria da AGU  frente à demanda levantada pela servidora Cristina Maia, revela com riqueza de detalhes, o processo de doação do terreno do Hospital Central do Iaserj, versões que coincidem com as explicações dadas em recente audiência pública na Alerj por representantes do governo estadual.

Sem entrar no mérito do processo de doação,( na verdade uma troca entre entes federativos que desconheceu o interesse dos servidores públicos do estado, verdadeiros donos do Iaserj),  é preciso discutir de forma efetiva o futuro da instituição, sem perder o foco, olhando para a realidade, vemos uma organização que tem nos  seus recursos humanos sua maior qualidade. 

Os profissionais do Iaserj preservam o legado e a memória de uma cultura institucional capaz de resistir à décadas de desmonte e sucateamento. São eles que mantém os valores e a missão do Instituto, seu objetivo em garantir a assistência médica aos milhares de servidores do Estado do Rio de Janeiro.

Neste contexto, é preciso pensar em formas de financiamento que recuperem o instituto e  permitam a sua expansão e interiorização. A perda da contribuição dos  2% no salário dos servidores foi mais um duro golpe para os abalados cofres da instituição que já havia sofrido com o caixa único adotado pelo governo estadual em 82, além disso a Prefeitura do Rio instituiu uma nova política de saúde para os servidores municipais, retirando uma importante base de contribuição para o Iaserj.

Nos últimos anos , uma contradição amplia-se o atendimento para usuários do Sistema Único de Saúde, reduzindo ao mesmo tempo o número de unidades de atendimento: a extinção dos ambulatórios da Penha, Madureira e Gávea agravaram a situação do instituto. A nomeação do médico Nelson Ferrão para a diretoria de assistência oferece um novo alento para funcionários e benfeciários, no entanto,  a falta de informações e o desconhecimento sobre o projeto estratégico para o Iaserj (se é que existe um), continua sendo um obstáculo para os que buscam participar de forma engajada na defesa do Instituto.

Leiam abaixo a resposta da Ouvidoria da AGU  à servidora do Iaserj:



Prezado(a) Senhor(a) Cristina M.M.Maia,




A Ouvidoria-Geral da Advocacia-Geral da União (AGU) agradece o envio de sua mensagem e informa 
que ela foi encaminhada à Consultoria Jurídica da União no Rio de Janeiro.

A resposta do órgão anteriormente mencionado encontra-se abaixo reproduzida:

" Eslarecemos que: 1 - houve um acordo entre o Ministério da Saúde e o Município do Rio de Janeiro 
para a permuta de bens, sendo que o INCA receberia o espaço onde se situa o IASERJ (que já estava 
subutilizado)  e que ocupa o quarteirão onde se situa o prédio do INCA I, para que fosse implodido e 
construídos quatro prédios que irão compor o novo campus do INCA, enquanto que o Município do Rio 
de Janeiro receberia, em troca, o prédio onde está situado o INTO que irá migrar para as novas 
instalações, em fase final de conclusão de obras, onde se situava o Jornal do Brasil, na Av. Brasil, além 
de o Ministério da Saúde ter cedido uma ala do Hospital dos Servidores do Estado para a instalação do 
Hospital Municipal São Sebastião (hospital de doenças infectocontagiosas).

2- Fato é que o INTO ainda não concluiu suas obras, que permita a desocupação do prédio onde hoje 
está, o que impede a imediata permuta dos bens.

3- Para resguardar a realização da permuta, foi realizada uma cessão do IASERJ para a União, apenas 
para garantir que o INCA inicie as suas obras, haja vista que há um enorme ganho congregando todas 
as unidades do INCA num único espaço, o que irá facilitar o controle de gastos com vigilância, 
manutenção predial, transporte, entre outros, além de minimizar o sofrimento de pacientes que 
dependem de tratamentos diversos em várias unidades distantes do INCA. Hoje existem cinco unidades 
espalhadas em vários bairros do Rio de Janeiro, o que dificulta o tratamento a paciente de vários tipos 
oncológicos).

4- Foram tomados todos os cuidados para garantir que a licitação tenha a maior lisura possível e foram 
reabertas as conversações com o Município para garantir que as benfeitorias que serão realizadas na 
área do antigo IASERJ fiquem na posse da União quando concretizada a permuta (dependendo da saída 
do INTO para migração do IASERJ).

5- Há o total interesse do Município de remover o IASERJ para o prédio do INTO, pois a estrutura predial 
do INTO é muito melhor do que a já deteriorada estrutura ocupada pelo IASERJ, não havendo 
fundamento no temor de que poderia o IASERJ se acabar, deixando profissionais sem emprego e alguns 
pacientes sem atendimento. Esse não foi o trato feito pelo Ministério da Saúde com o Município do Rio 
de Janeiro.

6- A permuta e adequação do proceder é da competência exclusiva do Ministério da Saúde como gestor 
constitucional dos programas de governo destinados ao atendimento da saúde, atos sobre os quais não 
nos cabe fazer maiores ingerências. Atenciosamente, CJU/RJ."




Sendo o que havia para o momento, colocamo-nos ao seu dispor para efetuar os esclarecimentos que 
forem necessários.

Cordialmente,

Ouvidoria-Geral da AGU

Advocacia-Geral da União

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Novos horizontes para o Iaserj

O diretor de assistência do Iaserj, o médico  Nelson Ferrão, concedeu uma entrevista ao Jornal da Fasp (Federação das Associações dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro) que reproduzimos na íntegra:


Primeiramente agradeço a oportunidade de estar me dirigindo aos milhares de servidores públicos através do jornal da FASP.

Vou lhe sugerir que ao invés de responder às suas perguntas, seja feito um relato da nossa gestão, com as nossas realizações e as propostas futuras. Sendo assim, vamos lá.

Assumimos a Diretoria de assistência do IASERJ em setembro de 2010, com o apoio da Associação dos Funcionários do IASERJ( AFIASERJ ), na pessoa de sua combativa presidente, Dra Marilea Ormond. Encontramos uma situação que pode ser resumida no seguinte: um Instituto em plena desativação e com um quadro de funcionários completamente desestimulados, face às informações da cessão dos prédios do Hospital Central para a construção de um Centro de pesquisas pelo INCa( Instituto Nacional de Câncer ), nos deixando, a todos, inseguros quanto ao nosso próprio futuro.

 Sou funcionário do IASERJ há 26 anos, já dirigi o Hospital Central e agora assumi este cargo que tem por função fazer a coordenação médica de todo o Instituto, que inclui, além do próprio Hospital Central, o Hospital Eduardo Rabello ( Centro de Geriatria e Gerontologia ), e os ambulatórios do Maracanã e de Niterói.

No passado o IASERJ ainda possuía ambulatórios em Nova Iguaçu, Gávea, Penha e Madureira ( estes três últimos desativados recentemente). Como funcionário da casa e sempre lutando pela saúde pública e pela sobrevivência do IASERJ, jamais aceitaria tal missão se não fosse para reconstruir aquele que já foi uma referência em assistência médica e social, além de formador de profissionais, no Brasil. Conhecendo quase todos os servidores do hospital, respeitando-os e tendo deles carinho e admiração, iniciamos nosso trabalho conversando e convencendo os nossos funcionários da importância do resgate da nossa auto estima, mostrando que, somente com uma produção de qualidade, teríamos argumentos contra a nossa "implosão".

 Já no mês de Outubro/2010, no Hospital Central, aumentamos a nossa oferta de atendimento ambulatorial em aproximadamente 70%, fizemos 9.000 atendimentos e procedimentos ambulatoriais, 100 internações ( SPA, CTI e Enfermarias ), realizamos 30.000 exames laboratoriais e 1.400 exames por imagem ( RX, Tomografia Computadorizada e Ultrassonografia ). Para que o servidor público conheça os serviços oferecidos pelo IASERJ, basta acessar o nosso site, já atualizado: www.iaserj.rj.gov.br. Hoje, quase 5 meses depois podemos afirmar, com toda certeza, que o IASERJ está VIVO, CRESCENDO e MELHORANDO. Abaixo algumas realizações e propostas da nossa gestão:









Balanço da Diretoria de Assistência do IASERJ

Início da gestão: Setembro de 2010





Realizações:



No Hospital Central:



- Demos um “choque de ordem” na empresa de limpeza e já temos quase todos os locais com lixeira com tampa e acionamento por pedal (menos de 10% das lixeiras eram assim), além de melhorar a qualidade da higienização (vários locais, incluindo banheiros, eram imundos, mal conservados). Mandamos fazer e manter a limpeza do Pavilhão Cirúrgico que, apesar de desativado, não pode ser abandonado.



- Renormatizamos a maioria dos procedimentos hospitalares como utilização da ambulância, marcação de consultas ambulatoriais, visitas e acompanhamento de pacientes internados (inclusive com crachás), procedimentos a serem tomados quando houver óbito, etc. (parece incrível, mas estas regras simples e normais num hospital de quase cem anos, estavam “esquecidas”).



- Já colocamos ramais telefônicos em todas as áreas do Hospital Central, incluindo CTI, portaria principal e acesso de veículos, Pavilhão Clínico e ambulatório.



- Conseguimos a aprovação do orçamento e conseqüente reparo do vídeo endoscópio/colonoscópio.



- Incentivamos a eleição para a Comissão de Ética Médica.



- Fizemos a Jornada Científica do IASERJ, com palestras de profissionais da casa, como marco inicial da retomada do Centro de Estudos para treinamento e aperfeiçoamento dos nossos funcionários.



- Fizemos um levantamento de todos os funcionários “desaparecidos” e após entrevistas, tiveram que resolver suas situações, com as opções de licença prêmio, licença para tratamento de saúde, licença sem vencimentos, aposentadoria, exoneração ou retornar às suas atividades de maneira que ninguém tenha qualquer vínculo “irregular” na Instituição.



- Realizamos eleição para a Diretoria do Centro de Estudos do Hospital Central.



- Encaminhamento à SESDEC das necessidades de materiais, equipamentos e pessoal necessários para a montagem de 10 leitos de CTI, no sexto andar do Pavilhão Clínico (hoje desativado).



- Elaboramos um projeto para reativação de todo o Hospital Central, caso nos mantenhamos neste atual espaço. (já temos uma proposta alternativa à cessão dos prédios do IASERJ ao INCa, que inclui a manutenção das atuais atividades e a reocupação de todos os prédios com 80 leitos de especialidades clínicas, 90 leitos de especialidades cirúrgicas, 8 salas de cirurgia, 3 salas de RPA e 50 leitos de CTI).



- Inauguração do Ambulatório de Odontologia, com proposta de fazermos cerca de mil atendimentos/mês (obturação, extração, retirada de tártaro, limpeza, aplicação de flúor, orientação para prótese) e ainda com atendimento no setor de SPA para as urgências (único hospital geral da rede pública a fazer atendimento bucal desta natureza) .



- Iniciamos a ordenação e uniformização da carga de trabalho dos médicos, no ambulatório, nivelando por cima, de maneira a aumentar nossa produtividade, sem perda de qualidade (aumento em cerca de 70% das horas oferecidas).



- Realizamos reforma no ambulatório, para mudar o CETAFE (Centro de Tratamento de Feridas) para o segundo andar, com proposta de torná-lo um Centro de Referência Estadual para este tipo de atendimento, que já atua com excelente taxa de sucesso.



- Reformulamos o site do IASERJ, com notícias, eventos e informações atualizadas sobre os serviços prestados em todas as unidades do Instituto (Hospital Central, Hospital Eduardo Rabello, Ambulatórios do Maracanã e de Niterói).



Planejamos:



- Iniciar reforma e pintura gradativa do ambulatório e melhora na ambientalização.



- Reativar o lactário, para manipulação adequada de dietas enterais, melhorando a nutrição dos pacientes e reduzindo custos.



- Iniciar limpeza do antigo auditório do Centro de Estudos (hoje em estado de abandono) para fazermos um estudo de viabilidade de sua reativação.



- Reativar o Setor de Endoscopia Digestiva Alta em curtíssimo prazo e o de Vídeo Colonoscopia em médio prazo.



Ambulatórios Periféricos:



- Reativação no ambulatório do Maracanã dos serviços de Neurologia, Clínica Médica, Otorrinolaringologia, Fisioterapia, Psicologia, Ortopedia e Nutrição, além da Psiquiatria que era o único serviço existente.

Proposta de criar nesta unidade um Centro de Atendimento a Pessoas com Necessidades Especiais.



- Reativação no ambulatório de Niterói dos serviços de Clínica Médica, Ginecologia , Neurologia, Homeopatia, Psiquiatria, Serviço Social, e Psicologia Clínica , inclusive realizando exames preventivos ginecológicos e alocação de um posto de coleta para exames laboratoriais.

Proposta de criação nesta unidade de um Centro de Atendimento Integral à Mulher.







Hospital Eduardo Rabelo



- Mantê-lo como Unidade de Geriatria e Gerontologia,



- Aumentar sua capacidade de internação.



- Criar um Centro de Terapia Intensiva especializada em pacientes geriátricos.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Boas Novas do IASERJ

Do diretor de Assistência do Iaserj, Dr. Nelson Ferrão, recebemos as informações que reproduzimos na íntegra.





Amigos
Tenho algumas novidades:
- Convidei o CREMERJ, através do nosso Conselho de Ética Médica, para visitar o Hospital Central. Marcaram a visita para a próxima terça feira ( 18/01/11 ), às 09:00h. A idéia é solicitar que o Conselho abrace o  projeto da Diretoria de Assistência, de reestruturação de todo o IASERJ ( "Projeto Revivendo o IASERJ" ), já entregue ao CREMERJ e à Superintendência de Unidades Próprias da SESDEC.

 Nesta visita tentaremos mudar a lógica da visão anterior que era a de um hospital em destruição, para uma atual de um hospital que está reconstruindo sua identidade, resgatando a autoestima dos seus servidores e em processo de recuperação da qualidade no seu atendimento. Ainda que saibamos que falta muito para atingirmos nossa meta, mostraremos que os passos adiante estão sendo dados.

- Após quatro meses de acertos e desacertos com o PRODERJ, finalmente conseguimos colocar no ar a nova página do IASERJ, atualizada, que possibilita aos nossos usuários ter conhecimento dos serviços que são prestados pelo nosso Instituto ( Hospital Central, Hospital Eduardo Rabelo, Ambulatório do Maracanã e Ambulatório de Niterói ). O site é: www.iaserj.rj.gov.br

-  Está em fase final de execução, a reforma no segundo andar do ambulatório do Hospital Central que possibilitará a ampliação e melhor qualificação do Centro de Tratamento de Feridas ( " CETAFE" ) e já solicitamos que seja considerado referência estadual para este tipo de atividade.

- Em breve reativaremos o setor de Endoscopia Digestiva Alta e, em médio prazo, o setor de Vídeo Colonoscopia.
- Possivelmente em curto prazo viabilizaremos a reabertura do atendimento ambulatorial de Cardiologia, no Hospital Central.

- O Ambulatório do Maracanã voltou a atender com algumas especialidades, além de Psiquiatria ( única que existia até o momento). Veja no nosso site. 

- No Ambulatório de Niterói, já voltamos a atender em algumas especialidades, inclusive fazendo preventivo ginecológico ( vide nosso site ). Estou tentando conseguir um posto de coleta para exames laboratoriais, nesta Unidade. 
Abraços
Nelson Ferrão

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Construindo uma agenda positiva

Lançar uma agenda positiva e propositiva, este é o objetivo de grupos que discutem a continuidade dos serviços prestados pelo Iaserj, a busca pela reconstrução do Instituto conta com aliados de peso que acreditam que é importante assegurar a melhoria da qualidade do atendimento à população.

Para reforçar esta idéia, estamos publicando novas páginas no blog, como a história do instituto e os endereços da rede ambulatorial. Nos próximos dias publicaremos a relação de serviços e horários de atendimentos. Tais informações também  estão disponíveis no site do Iaserj, no endereço:

FELIZ IASERJ NOVO

Recebemos mensagem do diretor de assistência Dr. Nelson Ferrão sobre medidas adotadas no âmbito do Iaserj e dados que comprovam aumento da qualidade dos serviços prestados à população, tais indicadores abrem perspectivas e lançam esperanças sobre os rumos da instituição.

De qualquer forma,  é fundamental mobilizar recursos e promover debates entre os servidores e usuários sobre o futuro do Iaserj,  mais do que  garantir  a  inegável melhoria dos serviços,   é necessário discutir formas de financiamento e modelos de gestão participativa que assegurem o efetivo controle social da organização.

As notícias divulgadas despertam a esperança de um ano novo promissor e de novas realizações. Segue na íntegra a mensagem do diretor de assistência do Iaserj.


Amigos, colegas e companheiros.

Finalmente este ano, em que vivemos vários momentos de preocupações com nosso hospital e de incertezas com nosso destino, chega ao fim. Vimos nosso hospital e nossos ambulatórios encolherem. Há quase 4 meses na Diretoria de Assistência do IASERJ, estamos lutando no contra mão desta história. Hoje posso lhes afirmar que voltamos a crescer. Cumpro o meu dever. E o dever de um gestor público, na área de saúde, é empregar todos os meios lícitos e morais possíveis para que os necessitados de assistência médica não percam sequer uma consulta, não lhes falte qualquer recurso diagnóstico, não fiquem sem um leito de internação e não padeçam pela carência de qualquer medicação. Parece utópico. É um sonho. Mas é possível. Após um ano de tormentas e turbulências, permaneço neste barco porque acredito na força dos nossos ideais e principalmente porque tenho a certeza de que muitos companheiros remam juntos no mesmo sentido. E é assim que chegaremos a um porto seguro para, no próximo ano, com a calma e tranquilidade que precisamos, fazermos mais e melhor.

Alguns perguntarão se nossas propostas serão aceitas e lhes responderei que não sei. Mas digo que não se pode considerar um jogo perdido antes do apito final. Todos já vimos muitas viradas, inclusive na prorrogação. Quem sabe...

Abaixo, como uma prestação de contas desta Diretoria, listamos alguns ganhos que, JUNTOS, tivemos neste pouco tempo de gestão e que devem servir como estímulo para novas conquistas:



Realizações:



Hospital Central:



- Demos um “choque de ordem” na empresa de limpeza e já temos quase todos os locais com lixeira com tampa e acionamento por pedal ( menos de 10% das lixeiras eram assim ), além de melhorar a qualidade da higienização ( vários locais, incluindo banheiros, eram imundos, mal conservados). Mandamos fazer e manter a limpeza do Pavilhão Cirúrgico que, apesar de desativado, não pode ser abandonado.



- Distribuimos aparelhos de eletrocardiografia para o CTI, SPA, Enfermarias e Ambulatório.



- Renormatizamos a maioria dos procedimentos hospitalares como utilização da ambulância, marcação de consultas ambulatoriais, visitas e acompanhamento de pacientes internados ( inclusive com crachás ), procedimentos a serem tomados quando houver óbito, etc.( parece incrível, mas estas regras simples e normais num hospital de quase cem anos, estavam “esquecidas” ).



- Cabeamos ramais telefônicos em todas as áreas do Hospital Central, incluindo CTI, portaria principal e acesso de veículos, Pavilhão Clínico e ambulatório. Já compramos aparelhos de telefone e aguardamos a implantação do novo sistema de telefonia do Estado, para instalá-los.



- Conseguimos a aprovação do orçamento e conseqüente reparo do vídeo endoscópio/colonoscópio.



- Incentivamos a eleição para a Comissão de Ética Médica.



- Fizemos a Jornada Científica do IASERJ, com palestras de profissionais da casa, como marco inicial da retomada do Centro de Estudos para treinamento e aperfeiçoamento dos nossos funcionários.



- Fizemos um levantamento de todos os funcionários “desaparecidos” e após entrevistas, tiveram que resolver suas situações, com as opções de licença prêmio, licença para tratamento de saúde, licença sem vencimentos, aposentadoria, exoneração ou retornar às suas atividades de maneira que ninguém tenha qualquer vínculo “irregular” na Instituição.



- Realizamos eleição para a Diretoria do Centro de Estudos do Hospital Central.



- Encaminhamos à SESDEC as necessidades de materiais, equipamentos e pessoal necessários para a montagem emergencial de 10 leitos de CTI, no sexto andar do Pav. Clínico (hoje desativado).



- Encaminhamos à SESDEC um projeto para reativação de todo o Hospital Central, caso nos mantenhamos neste atual espaço, como uma proposta alternativa à cessão dos prédios do IASERJ ao INCa, que inclui a manutenção das atuais atividades e a reocupação total dos prédios que passaria a ter 80 leitos de especialidades clínicas, 90 leitos de especialidades cirúrgicas, 8 salas de cirurgia e 50 leitos de CTI.



- Inauguramos o Ambulatório de Odontologia, com proposta de fazermos cerca de mil atendimentos/mês (obturação, extração, retirada de tártaro, limpeza, aplicação de flúor, orientação para prótese) e ainda com atendimento no setor de SPA para as urgências (único hospital geral da rede pública a fazer atendimento bucal desta natureza) .



- Iniciamos a ordenação e uniformização da carga de trabalho dos médicos, no ambulatório, nivelando por cima, de maneira a aumentar nossa produtividade, sem perda de qualidade o que já acarretou em um aumento de mais de 50% na quantidade de horas oferecidas para consultas ambulatoriais.



- Iniciamos pequena obra no ambulatório, para mudar o CETAFE (Centro de Tratamento de Feridas) para o segundo andar, com proposta de torná-lo um Centro de Referência Estadual para este tipo de atendimento, que já tem excelente taxa de sucesso.





Em curto prazo, planejamos:



- Iniciar reforma e pintura gradativa do ambulatório e melhora na ambientalização.



- Reativar o lactário, para manipulação adequada de dietas enterais, melhorando a nutrição dos pacientes internados e reduzindo custos. Para isso, já estamos removendo o arquivo do Serviço Social, no térreo do Pav. Clínico e neste espaço colocarmos o dispensário da firma de alimentação (que hoje ocupa o local onde voltaremos a ter o lactário ).



- Iniciar estudos e gestão com as firmas de manutenção predial e de refrigeração para que os nossos funcionários e os pacientes tenham água potável e gelada, para sua hidratação.



- Iniciar limpeza do antigo auditório do Centro de Estudos (hoje em estado de abandono) para fazermos um estudo de viabilidade de sua reativação.



- Reformulação do site do IASERJ, que em muito breve estará no ar, com informações sobre a estrutura física e funcional do Hospital Central e dos ambulatórios periféricos( Maracanã e Niterói ), além do Hospital Eduardo Rabelo, com notícias, informações, eventos, etc.





Ambulatórios Periféricos:



- Reativamos no ambulatório do Maracanã os serviços de Neurologia, Clínica Médica, Otorrinolaringologia, Fisioterapia, Psicologia, Ortopedia e Nutrição, além da Psiquiatria que era o único serviço existente. Pretendemos reativar a Odontologia, um serviço radiológico simples e um posto de coleta para exames laboratoriais.

Proposta de criar nesta unidade um Centro de Atendimento a Pessoas com Necessidades Especiais.



- Reativamos no ambulatório de Niterói os serviços de Clínica Médica, Ginecologia, Neurologia, Homeopatia, Psiquiatria, Psicologia e Serviço Social. Pretendemos reativar o serviço de Rx, Odontologia e posto de coleta para exames laboratoriais.

Proposta de criação nesta unidade de um Centro de Atendimento Integral à Mulher.



Hospital Eduardo Rabelo



- Proposta de ampliar a capacidade de internação, criar um CTI especializado em patologias da terceira idade e mantê-lo como uma Unidade de Referência em Geriatria e Gerontologia.

Dados adicionais

Novembro/2010:

Consultas e procedimentos ambulatoriais - 9.000

Exames laboratoriais - 30.000

Exames por imagem( RX, Ultrassonografia e Tomografia Computadorizada) - 1.400

Internações( CTI, SPA, Enfermarias) - 100


Enfim, amigos, foram poucos meses, mas muito intensos e com muito trabalho. Acho que conseguimos dar alguns passos adiante.

FELIZ IASERJ NOVO!

Dr. Nelson Ferrão - Diretor de Assistência do IASERJ

terça-feira, 30 de novembro de 2010

‘Audiência pública’ promete resistência contra demolição do Iase

http://sindsprevrj.org.br/jornal/uploads/secao/20101130055150.jpg

30/11/2010
Audiência pública realizada na Alerj, no dia 30foto: Niko
Por Hélcio Duarte Filho
Da Redação do Sindsprev-RJ
IASERJ NA ALERJ - Haverá resistência. É o que se deduz dos discursos que marcaram a audiência pública sobre a desativação e demolição previstas para acontecer no Hospital Central do Iaserj, o instituto que atende aos servidores do estado. “Estamos em desespero, para onde nós vamos? Eu não vou para lugar nenhum, eu vou ficar”, disse Mariléa Ormond, presidente da associação dos funcionários do Iaserj, numa longa e emocionada declaração de amor ao hospital, dada durante a audiência ocorrida na Assembleia Legislativa do Rio, na tarde da quinta-feira (30). 

      A reunião decorre do comunicado da Secretaria de Saúde de que a unidade, que fica na Cruz Vermelha, terá que ser desativada até o dia 8 de dezembro. O principal hospital do Instituto de Assistência aos Servidores do Estado do Rio será desocupado para posterior demolição e entrega da área de quase 14 mil metros quadrados ao Inca (Instituto Nacional do Câncer), que pretende ampliar suas dependências. Ao todo, o governo pretende derrubar 19 edificações, que compõem o complexo hospitalar da unidade central do instituto. O convênio que pode implodir o hospital foi firmado pelo governador Sérgio Cabral Filho com o governo do presidente Lula.   
      ‘Políticas privadas’
      Duras críticas à política do governador Sérgio Cabral para saúde foram disparadas na audiência sem que se perdesse de vista o fato de que se está enfrentando um governador que acabou de ser reeleito. “Agora estamos vendo que, superado o período eleitoral, essas políticas públicas para saúde [avançam]... não sei se públicas ou privadas, parecem mais privadas do que públicas”, disse o deputado Paulo Ramos (PDT), que presidiu a audiência, convocada por ele mesmo a pedido das entidades sindicais do setor. 

      Nem por isso, porém, os participantes chancelaram legitimidade ou legalidade ao que está sendo feito não só ao Iaserj, mas também ao Instituto São Sebastião, que hoje funciona dentro do próprio Hospital Central do Iaserj, ao Hospital Pedro II, fechado para obras, e com o conjunto da rede hospitalar do estado. “Ele não foi eleito para isso, ele foi eleito para gerir e cuidar do patrimônio público”, protestou alguém em meio ao debate. “Vamos demolir um hospital? O governo é dono do patrimônio público?”, indagou Paulo Ramos, ressaltando que o Iaserj está amparado numa lei e até no texto constitucional do Estado. “Para demolir tem que mudar a Constituição”, sustentou. 

      O secretário de Saúde, Sergio Côrtes, não compareceu à audiência e foi criticado por isso. Representaram o governo o superintendente de serviços, Alexandre José Nascimento, e o assessor técnico da secretaria de Saúde Jorge Ronaldo Moll, que, no entanto, alegou não estar ali representando o secretário. Ele negou atuar indevidamente para o fechamento do Iaserj. A negativa provocou questionamento do vereador do Rio Paulo Pinheiro (PPS): “O senhor diz nesse momento que não é sua função tratar do Iaserj... então por que o senhor entra e sai dando ordens?”. Moll não só disse que isso não estava acontecendo, apesar da contestação de muitos servidores presentes à Assembleia Legislativa (Alerj), como chegou a declarar que tentava com “três ou quatro visitas” ao Iaserj “resguardar a preservação de tudo que a gente teve tanto trabalho para construir”. O assessor técnico, que foi presidente interino do Iaserj, não conseguiu convencer, porém, como quer preservar algo que está sendo preparado para implosão.   
      ‘Ceia da Miséria’ no dia 8
      A proposta de resistir e não permitir a demolição do hospital recebeu o apoio tanto dos parlamentares presentes, quanto dos representantes do Ministério Público estadual e da Defensoria Pública da União. “Não posso sugerir a vocês a desobediência do ato, mas vejo com muito apreço a ideia deste caso de resistência”, disse o defensor André Ordacgy. “Não pode haver nenhuma violência praticada pela polícia, não pode haver violação das leis fundamentais”, afirmou o promotor Leonardo Chaves, sobre eventuais repressões contra o movimento de resistência à demolição. Ambos prometeram trabalhar para impedir a desativação da unidade. 

      Duas manifestações já estão marcadas. A ‘Ceia da Miséria’, no dia 8 de dezembro, a partir das 10 horas, e um ato público no dia 14, ambos no pátio do hospital, que fica ocupa o número 107 da avenida Henrique Valadares, na região central do Rio.  

      A audiência pública terminou, após cerca de três horas de debates, num clima mais otimista com relação à luta contra a demolição do que quando começou. “Mas não dá para abrir a guarda, dia 8 estaremos lá. O Iaserj é nosso, tirem as mãos do nosso patrimônio”, disse a professora Florinda Lombardi, ex-presidente do sindicato dos profissionais da educação (Sepe). Foi aplaudida.
      Em breve, mais da cobertura da audiência sobre o Iaserj na Alerj

Fonte: Sindsprev