terça-feira, 28 de junho de 2011

Afiaserj em Brasília

A direção da Afiaserj está em Brasília, lutando pela preservação do Iaserj. Segue o relato dos representantes da entidade,  enviado por email para este blog:

AFIASERJ em BRASÍLIA
( Enviado por  Mariléa e Cristina Maia).

Hoje dia 27 de junho fomos recebidos no Tribunal de Contas da União e
protocolamos uma denúncia sobre as irregularidades presentes no ato de
Cessão de Uso com Demolição ,feito pelo Governador do Estado do Rio de
Janeiro, do Hospital Central do Instituto de Assistência dos
Servidores do Estado do Rio de Janeiro -IASERJ- a favor do Instituto
Nacional do Cancer- INCA -.MANIFESTAÇÃO 37650
Fomos recebidos no Conselho Nacional do Ministério Público pela
Conselheira Claudia Maria de Freitas Chagas e protocolamos denúncia
que deu origem ao  Processo 694/2011-46.
No fim da tarde comparecemos a audiência com a senhora Eliane
Aparecida da Cruz , assessora especial do Ministro da Saúde , onde
questionamos a posição do Ministério da Saúde quanto as
irregularidades que envolvem a Cessão de Uso com Demolição  do
Hospital Central do IASERJ  a favor do INCA.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Assembleia Geral da Afiaserj

A Associação dos Funcionários do Iaserj convida para Assembléia a ser realizada no auditório da Cardiologia do Ambulatório do Hospital Central, na próxima terça-feira, dia 21, às 9:30h.  Na pauta, temas como o andamento do Plano de Cargos, Carreira e Salários e os detalhes da cessão do terreno do Hospital Central para o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

O comparecimento e a participação de todos é de máxima importância.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Dados comprovam melhorias no atendimento do Iaserj

 Dados estatísiticos  divulgados pela direção do Iaserj, indicam que em fevereiro deste ano, dobrou o número de atendimentos ambulatoriais, o mesmo ocorreu com as internações no CTI, no SPA E NA clínica médica, também dobraram os exames laboratoriais e de exames por imagem. Segundo a direção da instituição, não houve perda de qualidade, conforme atestam os indicadores hospitalares.

As informações divulgadas pela própria direção do Iaserj comprovam que a luta pela preservação do Instituto, proposta pela dire diretoria  de assistência,  foi abraçada pela  servidores, todos os espaços e equipamentos disponíveis estão sendo utilizados, provando a necessidade da manter  o Iaserj funcionando no  sistema de saúde do Rio de Janeiro.

O Iaserj tem futuro, como diz, o diretor de assistência, Nelson Ferrão, a instituição continua viva, crescendo e melhorando. Esperamos que todos, funcionários,usuáros  e governo, compartilhem desta idéia.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Bombeiros promovem manifestação nas escadarias da Alerj

Os bombeiros do Rio de Janeiro estão em

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Deputado denuncia descaso com a saúde pública

DEPUTADO PAULO RAMOS - A cada dia o governo demonstra estar disposto a aniquilar a Saúde Pública em homenagem à iniciativa privada.


DISCURSO DO DEPUTADO PAULO RAMOS
Em primeiro lugar quero dizer que não pode pairar qualquer dúvida, nem na alma do mais distraído cidadão, que a Saúde no Estado do Rio de Janeiro é uma verdadeira calamidade e supera em muito todas as demais calamidades ocorridas neste ano em nosso Estado, inclusive a da Região Serrana, porque a calamidade pública ocorrida naquela região tem mobilizado esforços na busca de solução para os vitimados. Mas a calamidade da Saúde em nosso estado é continuada e não percebemos nenhuma iniciativa do governo na busca de solução. Ao contrário, a cada dia o governo demonstra estar disposto a aniquilar a Saúde Pública em homenagem à iniciativa privada.

Para citar somente alguns dados: o Rio de Janeiro é campeão brasileiro de tuberculose, é campeão mundial de hanseníase, a lepra. A epidemia de dengue está aí, vitimando pessoas; o número vai crescendo a cada dia.
Tenho visto alguma manifestação de inconformismo, mas é preciso lembrar de que o Governo do Estado fechou o Instituto de Infectologia São Sebastião, no Caju, que ia completar 119 anos. Dissolveu; desmobilizou as equipes de cientistas, profissionais muito conhecidos no mundo inteiro, pesquisadores.

Quando do último ano de funcionamento do Instituto de Infectologia São Sebastião, houve, durante outra epidemia de dengue, a procura de mais de 2mil infectados, que lá compareceram para tratamento. Não houve nenhum óbito! Hoje é preciso dizer que as consequências para a população, a começar pela falta de prevenção em relação à dengue, e as consequências para resultados tão acentuadamente negativos se devem também ao Instituto de Infectologia São Sebastião. Os profissionais de Saúde ainda estão por aí, dispersos.

O Governador do Estado está desativando a rede Iaserj, entregando às prefeituras municipais os postos do instituto, rede de saúde destinada a atender o servidor público e seus familiares. A rede Iaserj retirava do sistema geral milhares de pacientes. O Iaserj central vai ser implodido para dar lugar a uma instalação do Instituto Nacional do Câncer. E mesmo funcionando hoje com os precários meios disponíveis, o Iaserj central tem apresentado resultados no atendimento que chegam a ser surpreendentes, mas isso é devido à dedicação dos profissionais de saúde, do instituto, servidores públicos que lá trabalham.

O Hospital Pedro II foi alvo de um atentado – já que o assunto da vez é Osama Bin Laden –, pois o transformador que explodiu foi devido a ato criminoso – isso fazia parte do projeto – e o hospital foi desativado. Depois da explosão, da desativação, o hospital está com suas portas fechadas, dizem que passando por uma grande obra. Os profissionais de saúde, desesperados, foram transferidos. O Hospital Rocha Faria não tem condições de atender à demanda, uma vez que já estava superlotado enquanto o Hospital Pedro II ainda funcionava. O sofrimento da população é muito grande, não apenas pela falta de atendimento; tem aumentado o número de óbitos; as pessoas estão morrendo em Santa Cruz e adjacências em função do fechamento do Hospital Pedro II.
Em relação do Hospital Pedro II ainda não temos o resultado do inquérito. Afinal de contas, o Governo investigou a si mesmo para chegar à conclusão nenhuma, porque o objetivo, obviamente consiste em abafar o resultado. A investigação não poderia chegar a lugar nenhum, porque o crime foi perpetrado em função da decisão política do governo do Estado de fechar o Hospital Pedro II para depois transferir sua gestão ao Município do Rio de Janeiro, para entregar a uma OS.
Por último, após sucatear e esvaziar o funcionamento do Hospital Pedro II, fechou definitivamente o Hospital da Polícia Civil, um hospital que em outras épocas atendeu e bem a muitos policiais civis e seus familiares.
Poderia sim, para demonstrar o descaso para com a área da Saúde o governo insiste – depois de várias decisões judiciais – em não cumprir o Plano de Cargos, Carreiras e Salários, aprovado nesta Casa no ano de 2002. Ao não cumprir a lei, o governador comete crime de responsabilidade. Já tive a oportunidade de denunciar nesta Casa que crime de responsabilidade praticado pelo governador quem julga é o Poder Legislativo.

Já encaminhei, mas a denúncia não anda porque o governador conta com maioria esmagadora nesta Casa. Mas não posso admitir nem aceitar todos esses escândalos. E eu estou tratando das questões que chamo assim, mais óbvias. Mas tem a corrupção entranhada na área da Saúde: superfaturamentos, compra de medicamentos desnecessários, enfim, a população está denunciando. Há de se imaginar uma família que está sendo supliciada porque, em estando doente no hospital um de seus familiares, ele foi levado de volta para a sua residência. Disseram: “É para ele morrer com dignidade”.

Deputada Janira Rocha
"Se por acaso nós conseguirmos fazer com que esta Casa apure o ocorrido no Hospital Pedro II, eu me coloco desde já como testemunha, porque eu já era Deputada Estadual e estava dentro do Hospital Pedro II no dia do suposto incêndio. Então, gostaria de dizer que se por acaso esta Casa quiser investigar o fato, além de outras testemunhas, aqui dentro mesmo há uma Deputada que estava no hospital no dia do incêndio".

Concluindo: O projeto de resolução para criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar todas as denúncias na área de Saúde do nosso Estado precisa pelo menos ser votado. Se o governador do Estado tem maioria para fazer com que uma denúncia pela prática de crime de responsabilidade apresentada por um Deputado não tramite, o processo não tem andamento, que pelo menos o projeto de resolução seja votado para que a maioria governamental assuma, diante da população, a responsabilidade pelo descaso, pela não investigação e, portanto, pela impunidade. E esse crime continuado que representa a saúde em nosso Estado, aliás,  em relação ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários, já há reiteradas decisões judiciais determinando ao governo a implementação do Plano. E o governo vira as costas para a população, para os profissionais da Saúde e vira as costas para as decisões do Poder Judiciário.
Não cumprir a lei é crime de responsabilidade e não cumprir decisão judicial também o é. Portanto Sr. Presidente, que todos saibam que a calamidade na área da Saúde é continuada e a responsabilidade é do governo.

Fonte: Mandato PAULO RAMOS.

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quinta-feira, 24 de março de 2011

Blogueiro é vítima de atentado

Este blog manifesta sua indignação com o atentado sofrido pelo blogueiro Ricardo Gama, em diversas oportunidades Ricardo cobriu as manifestações dos servidores públicos do estado, em particular os movimentos em defesa do Iaserj.

Diante de mais este ato de violência, exigimos uma investigação rigorosa e a punição dos culpados, a blogosfera tem se manifestado, considerando este crime como um atentado à liberdade de expressão que deve ser repudiado por todos.

Casos envolvendo prisões, torturas e assassinatos de  jornalistas, são comuns em casos de guerra,  a expansão dos meios tecnológicos chamou a atenção para um novo tipo de comunicador, que age muitas vezes,desvinculados dos tradicionais meios de comunicação,  blogs são ferramentas que fornecem mais  recursos para o internauta, a agilidade dos blogs e das redes sociais justifica o prestígio alcançado pelos blogueiros, mas por outro lado, se a fama acompanha quem escreve, por outro, aumenta a vulnerabilidade destes novos comunicadores.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Ouvidoria da AGU esclarece servidora

A resposta da Ouvidoria da AGU  frente à demanda levantada pela servidora Cristina Maia, revela com riqueza de detalhes, o processo de doação do terreno do Hospital Central do Iaserj, versões que coincidem com as explicações dadas em recente audiência pública na Alerj por representantes do governo estadual.

Sem entrar no mérito do processo de doação,( na verdade uma troca entre entes federativos que desconheceu o interesse dos servidores públicos do estado, verdadeiros donos do Iaserj),  é preciso discutir de forma efetiva o futuro da instituição, sem perder o foco, olhando para a realidade, vemos uma organização que tem nos  seus recursos humanos sua maior qualidade. 

Os profissionais do Iaserj preservam o legado e a memória de uma cultura institucional capaz de resistir à décadas de desmonte e sucateamento. São eles que mantém os valores e a missão do Instituto, seu objetivo em garantir a assistência médica aos milhares de servidores do Estado do Rio de Janeiro.

Neste contexto, é preciso pensar em formas de financiamento que recuperem o instituto e  permitam a sua expansão e interiorização. A perda da contribuição dos  2% no salário dos servidores foi mais um duro golpe para os abalados cofres da instituição que já havia sofrido com o caixa único adotado pelo governo estadual em 82, além disso a Prefeitura do Rio instituiu uma nova política de saúde para os servidores municipais, retirando uma importante base de contribuição para o Iaserj.

Nos últimos anos , uma contradição amplia-se o atendimento para usuários do Sistema Único de Saúde, reduzindo ao mesmo tempo o número de unidades de atendimento: a extinção dos ambulatórios da Penha, Madureira e Gávea agravaram a situação do instituto. A nomeação do médico Nelson Ferrão para a diretoria de assistência oferece um novo alento para funcionários e benfeciários, no entanto,  a falta de informações e o desconhecimento sobre o projeto estratégico para o Iaserj (se é que existe um), continua sendo um obstáculo para os que buscam participar de forma engajada na defesa do Instituto.

Leiam abaixo a resposta da Ouvidoria da AGU  à servidora do Iaserj:



Prezado(a) Senhor(a) Cristina M.M.Maia,




A Ouvidoria-Geral da Advocacia-Geral da União (AGU) agradece o envio de sua mensagem e informa 
que ela foi encaminhada à Consultoria Jurídica da União no Rio de Janeiro.

A resposta do órgão anteriormente mencionado encontra-se abaixo reproduzida:

" Eslarecemos que: 1 - houve um acordo entre o Ministério da Saúde e o Município do Rio de Janeiro 
para a permuta de bens, sendo que o INCA receberia o espaço onde se situa o IASERJ (que já estava 
subutilizado)  e que ocupa o quarteirão onde se situa o prédio do INCA I, para que fosse implodido e 
construídos quatro prédios que irão compor o novo campus do INCA, enquanto que o Município do Rio 
de Janeiro receberia, em troca, o prédio onde está situado o INTO que irá migrar para as novas 
instalações, em fase final de conclusão de obras, onde se situava o Jornal do Brasil, na Av. Brasil, além 
de o Ministério da Saúde ter cedido uma ala do Hospital dos Servidores do Estado para a instalação do 
Hospital Municipal São Sebastião (hospital de doenças infectocontagiosas).

2- Fato é que o INTO ainda não concluiu suas obras, que permita a desocupação do prédio onde hoje 
está, o que impede a imediata permuta dos bens.

3- Para resguardar a realização da permuta, foi realizada uma cessão do IASERJ para a União, apenas 
para garantir que o INCA inicie as suas obras, haja vista que há um enorme ganho congregando todas 
as unidades do INCA num único espaço, o que irá facilitar o controle de gastos com vigilância, 
manutenção predial, transporte, entre outros, além de minimizar o sofrimento de pacientes que 
dependem de tratamentos diversos em várias unidades distantes do INCA. Hoje existem cinco unidades 
espalhadas em vários bairros do Rio de Janeiro, o que dificulta o tratamento a paciente de vários tipos 
oncológicos).

4- Foram tomados todos os cuidados para garantir que a licitação tenha a maior lisura possível e foram 
reabertas as conversações com o Município para garantir que as benfeitorias que serão realizadas na 
área do antigo IASERJ fiquem na posse da União quando concretizada a permuta (dependendo da saída 
do INTO para migração do IASERJ).

5- Há o total interesse do Município de remover o IASERJ para o prédio do INTO, pois a estrutura predial 
do INTO é muito melhor do que a já deteriorada estrutura ocupada pelo IASERJ, não havendo 
fundamento no temor de que poderia o IASERJ se acabar, deixando profissionais sem emprego e alguns 
pacientes sem atendimento. Esse não foi o trato feito pelo Ministério da Saúde com o Município do Rio 
de Janeiro.

6- A permuta e adequação do proceder é da competência exclusiva do Ministério da Saúde como gestor 
constitucional dos programas de governo destinados ao atendimento da saúde, atos sobre os quais não 
nos cabe fazer maiores ingerências. Atenciosamente, CJU/RJ."




Sendo o que havia para o momento, colocamo-nos ao seu dispor para efetuar os esclarecimentos que 
forem necessários.

Cordialmente,

Ouvidoria-Geral da AGU

Advocacia-Geral da União